Contratado pelo Besiktas no verão de 2024, Rafa Silva terminou em janeiro uma relativamente curta, mas impactante passagem pelo clube turco. Impactante pelos números (23 golos e 15 assistências e 65 jogos), mas também pela forma turbulenta com que terminou a relação.
O avançado e o clube turco entraram, ainda no final de outubro, num braço de ferro que atingiu o ponto de ebulição a meio de novembro, depois de muito descontentamento acumulado para com o rumo desportivo do clube que levou Rafa a dizer «basta» e a querer deixar o clube a mais de um ano e meio do fim do contrato de três anos que tinha assinado.
Até ao regresso do jogador de 32 anos ao Benfica, concretizado a 22 de janeiro, muito foi dito e escrito sobre este enredo, quer pelos responsáveis do Besiktas, quer pela imprensa turca. João Araújo, agente de Rafa, emitiu apenas um comunicado, no pico da crise e em resposta a uma conferência de imprensa do presidente e do treinador do Besiktas.
Até agora.
Em entrevista ao Maisfutebol, o CEO da Onsoccer, empresa que agencia o futebolista desde que se tornou profissional há década e meia no Feirense, conta tudo sobre a «novela» que marcou o outono/inverno, mas cujo guião já tinha começado a ser escrito há muito tempo, com sinais cada vez mais óbvios de instabilidade diretiva e desportiva.
Nesta conversa, João Araújo revela todos os motivos que levaram Rafa a tomar a decisão de não voltar a vestir a camisola do Besiktas: «O Rafa disse-me: “Não me enquadro com estas pessoas. Tenho de sair daqui. Por favor, resolve".»
E esclarece algumas polémicas que marcaram os últimos meses e fala sobre o regresso ao Benfica. Que, garante, só começou a desenhar-se quando os clubes começaram a negociar já em janeiro.
E agora? «Em condições normais será no Benfica que o Rafa irá terminar a carreira dele.»
Maisfutebol – Quando foi apresentado no Besiktas, no verão de 2024, Rafa disse o seguinte: «Não vou arrepender-me da mudança para aqui.» Quando é que ele lhe transmitiu pela primeira vez que estava insatisfeito e que não queria cumprir até ao fim o contrato de três anos que tinha assinado?
João Araújo – Ele foi começando a perceber ao longo do tempo. Logo em novembro ou dezembro de 2024 o presidente saiu e em seis meses saíram todas as referências que o cativaram a ir para o clube. Por exemplo, o Rafa até tinha propostas superiores na altura, como da Arábia, e optou por não ir para onde lhe davam mais dinheiro. Foi para um lugar onde também tinha uma excelente proposta financeira, mas foi cativado por tudo aquilo que o clube representava: possibilidade de competições europeias, de lutar por títulos e uma massa adepta muito apaixonada. Os adeptos foram sempre incríveis com ele. Até hoje enchem as páginas do Benfica com mensagens de carinho para com o Rafa, o que mostra o que ele representou para eles. Mas saiu o presidente e o outro que ficou no lugar dele perdeu as eleições e também acabou por sair.
Três presidentes durante este curto período?
O atual presidente é o terceiro. E aqui as coisas começaram a ser ainda mais diferentes. Saiu o treinador [Giovanni van Bronckhorst] e entrou o Solskjaer, que depois também saiu para a entrada do atual treinador. E o diretor-desportivo, que era o Brad Friedel, um antigo treinador e guarda-redes norte-americano, também saiu. Como disse, todas as referências dele saíram e entraram outras pessoas no clube. E começaram a acontecer alguns episódios que começaram a desgastar o Rafa. Até que em outubro de 2025 eu viajo para a Turquia para ter a primeira conversa com o atual presidente e o Rafa diz-me: «Não me enquadro com estas pessoas. E se eu é que digo que não me enquadro, eu é que sou a pessoa que não está bem. Tenho de sair daqui. Por favor, resolve para eu ir embora.» Esse foi o momento final em que ele decidiu que queria sair.
Mas o Rafa ainda começa esta época convicto de que o Besiktas tinha sido uma escolha de carreira acertada?
Começou a temporada já muito insatisfeito com muitas coisas. Mas ele tinha contrato, a temporada pela frente e tinha de tentar e de continuar a trabalhar. Mas chegou-se a um momento em que ele disse que não conseguia mais. Falámos e depois de uma boa conversa percebi que tinha de resolver a vida dele e de encontrar uma solução.
Que coisas, em concreto, foram essas que o deixaram insatisfeito? A instabilidade diretiva? As mudanças na equipa técnica? Os maus resultados da equipa, com a eliminação prematura na Europa? O João Mário, com quem o Rafa tinha uma relação próxima, também se foi embora…
Foi isso tudo junto. Um misto de situações que se passaram que o deixaram muito insatisfeito e com vontade de sair do clube. Mas, sublinho, a vontade dele nunca foi: «Saio daqui e vou para o Benfica.» Essa possibilidade não existia na altura. Nem sequer uma conversa. A primeira conversa que houve nem em 2025 foi. O Rafa estava insatisfeito e queria sair. Só isso.
O último jogo do Rafa foi no início de novembro (dia 2 com o Fenerbahçe) e no dia 15 o João Araújo emite um comunicado a rebater algumas notícias que foram saindo e em resposta ao que foram dizendo quer o presidente, quer o treinador do Besiktas. Até essa altura nunca se tinha pronunciado publicamente sobre a situação…
Senti-me obrigado a fazer um comunicado em defesa do Rafa para deixar claros pontos que foram falados diretamente entre mim e o presidente. Todos os pontos do comunicado, do primeiro até ao último, eu comuniquei anteriormente ao presidente. Ele tentou que o Rafa jogasse pelo menos até ao final de dezembro.
Até à paragem de inverno?
Sim. E disse que na paragem encontraríamos uma solução. Mas desde a conversa que tivemos no final de outubro até ao jogo com o Fenerbahçe houve determinadas coisas que aconteceram que fizeram com que o Rafa ficasse ainda mais desagradado. Houve comportamentos de diferentes pessoas dentro do clube que o fizeram dizer-me: «João, desculpa, mas eu não consigo mesmo jogar mais. Não vou jogar mais, não me sinto bem com tudo o que se está a passar e não me enquadro. Temos de resolver as coisas.»
Na imprensa turca foi noticiado que o Rafa acordou com o presidente jogar até à pausa e que ele inicialmente até aceitou, mas que depois voltou atrás…
O presidente pediu-lhe que jogasse até ao final do ano, mas, entretanto, houve determinados acontecimentos que o deixaram muito desagradado.
Refere-se ao quê?
A declarações do treinador, por exemplo, e não só. Coisas que o deixaram muito desagradado e que me levaram a ter de falar novamente com eles. E houve uma clara falta de comunicação entre as pessoas do clube.
Entre as pessoas do clube e o Rafa?
Não. Mesmo entre as pessoas do clube. Ainda antes do jogo com o Fenerbahçe tivemos uma conversa para fazer um acordo de saída que acabou por não ser feito.
Em que é que consistia esse acordo de saída?
Em termos algo para podermos resolver a vida do Rafa a partir daquele momento. Determinadas condições que pudessem levar-me a conseguir trabalhar a situação dele para a saída do clube e a ida para outro clube. Mas não chegámos a um acordo. Era, salvo erro, uma quinta-feira e depois houve aquela conferência de imprensa do presidente juntamente com o treinador.
Nessa conferência é mencionada uma suposta chantagem do João Araújo…
Nunca houve qualquer chantagem da minha parte.
Mas porque é que não se chegou a um acordo nessa altura?
A conversa acabou quando estávamos a discutir situações de valores. Eles queriam um valor e eu disse: «Lamento, mas por este valor eu não consigo comprometer-me com nada disto. É melhor não fazermos acordo nenhum, deixarmos as coisas seguirem e vamos falando.»
Refere-se aos 15 milhões que o Besiktas pediu para deixar sair Rafa?
Sim. Queriam que o Rafa assinasse um documento em que para voltar a jogar futebol ele tinha de pagar 15 milhões de euros ao Besiktas. Eu disse que não tinha como garantir que ia fazer um trabalho que me assegurasse uma situação dessas. O Rafa tinha 32 anos e, basicamente, ele ou um clube teriam de pagar 15 milhões de euros para que ele pudesse prosseguir a sua carreira num novo clube. E foi aí que eu disse que o melhor era continuarmos a falar e ver o que poderia acontecer daí para a frente.
(…)
No dia a seguir somos surpreendidos com um comunicado do clube a anunciar a tal conferência de imprensa.
Surpreendidos porquê?
Porque tivemos uma conversa sempre profissional, amigável e tranquila. Nunca houve ameaças.
Até essa conferência achava que a situação seria resolvida de forma relativamente pacífica?
Sim, mas o clube achou, talvez como estratégia política e mediática, que teria de se posicionar e entendeu que aquela era a forma de se posicionar. Acredito que também para não ficar fragilizado perante os adeptos. Mas é discutível se foi a melhor forma de resolver as coisas entre as partes. O certo é que nos denegriram imenso e fizeram com que o Rafa ficasse ainda mais convicto de que a decisão que tinha tomado, de sair, era a certa. Pelos argumentos que apresentou e pela história que ele tem com a Onsoccer e comigo como pessoa, o Rafa mereceu a nossa defesa incondicional no comunicado.
Houve quem escrevesse na Turquia que o Rafa chegou a admitir numa reunião a possibilidade de terminar a carreira, o que foi rebatido no comunicado.
O que aconteceu foi um desabafo: «Do jeito que vocês estão a conduzir as coisas, estão a obrigar-me quase a terminar a carreira.» Isto por causa do valor de 15 milhões de euros que o Besiktas exigia para o libertar. O Rafa pediu para não lhe fazerem isso, voltou a dizer que não se sentia bem no clube, que queria sair e apontou as razões. A situação não passou disso: de um desabafo.
Mas pergunto-lhe: no limite, se ele ficasse «refém» do Besiktas por mais um ano e meio potencialmente sem jogar, essa era uma possibilidade que ele equacionava?
Não. De jeito nenhum. E nem conseguíamos imaginar um cenário desses.
Durante todo este processo houve também uma altura em que o Rafa alegou problemas nas costas e o Besiktas comunicou que os exames realizados não detetaram nada.
O Rafa tinha uma lesão nas costas que já se arrastava há algum tempo. Andava a jogar com dores nas costas e isso não é mentira nenhuma. Paralelamente, a situação, depois da conferência de imprensa e do comunicado, ficou como ficou. E foi ele que pediu para fazer uma ressonância magnética às costas.
O Besiktas comunicou o contrário. Que foi o clube que exigiu que ele fizesse esse exame.
Mas não foi. O Rafa é que solicitou a ressonância magnética porque sentia que andava a arrastar aquele problema nas costas e que, no meio de tudo o que estava a acontecer, entendeu que estava na altura de não continuar a sacrificar-se, como fez muitas vezes, e de se tratar para ficar bem das costas. Tenho inclusive provas disso.
E o resultado da ressonância?
É verdade que não acusou nada. Até achávamos que ele tinha uma hérnia, mas não. O que me disseram é que era uma situação que tinha de ser avaliada pessoalmente e que requeria outro tipo de análises. Mas ele foi tratado. O departamento médico e o staff do clube trataram o Rafa sempre muito bem, tanto que na publicação de adeus ao clube ele até agradeceu ao staff e aos antigos colegas. Sempre foram impecáveis com ele e ficou com boas relações com algumas pessoas. Depois de ter sido tratado, houve um período de reabilitação em que andou a correr à volta do campo e depois ficou às ordens do treinador. E até acabou por ser convocado para um jogo.
Lembro-me que no final desse jogo, pouco antes do Natal, o treinador foi muito crítico em relação ao Rafa, que não saiu do banco de suplentes: disse que ele era nota zero em dez nos treinos e que não tinha condições mínimas para jogar.
Foi um contrassenso.
Que leitura fez da decisão de convocar um jogador que não tinha condições para jogar? Acha que quiseram deixar o Rafa numa posição desconfortável perante os próprios adeptos num jogo em casa?
Foi uma forma de comunicação que nunca entendi. Mas foi um contrassenso total. Foram as palavras dele e com certeza que esse tipo de palavras não aproxima as pessoas.
Quantas vezes foi à Turquia desde o início do processo, que se arrastou desde o final de outubro até à ida para o Benfica?
Muitas vezes. Umas cinco ou seis. Da primeira vez fiquei lá cerca de dez dias. E das outras também cheguei a ficar alguns dias.
E o João ou o Rafa sentiram-se alguma vez inseguros?
Nunca. Nunca sentimos nada disso e nunca houve ameaças desse tipo. Os adeptos, como disse, sempre foram muito carinhosos com o Rafa.
Há o célebre episódio do adepto a correr ao lado do carro do Rafa e a suplicar-lhe para que fique no Besiktas…
Ele até estava ao telefone comigo nesse momento. As pessoas sempre foram incríveis, amigáveis e carinhosas com ele, mesmo durante este processo difícil. E ele também não mudou nada, porque uma coisa era o que estava a acontecer ali dentro e outra era a relação com o staff, os colegas de equipa e os adeptos, que sempre foi boa.
Mas não fica surpreendido pelo facto de os adeptos não se terem virado em massa contra o Rafa, tendo em conta a comunicação agressiva do Besiktas e dos jornais para com ele? Normalmente é isso que acontece quando um jogador quer ir embora…
A minha leitura, e também pelo que eu tentei perceber, é que os adeptos viram no Rafa alguém que os representava: uma pessoa que dava tudo dentro do campo, que levava a bola para frente, que se fosse preciso ia defender até à linha de fundo e que nunca desistia. Acho que se identificaram muito com a maneira de ser do Rafa. Ele chegou lá e entrou-lhes no coração.
Quando sentiu que as coisas com o Besiktas começaram a evoluir positivamente e que tudo se ia resolver?
Agora em janeiro, talvez na segunda semana. Senti que poderia mudar quando eles começaram a negociar com o Benfica, porque isso queria dizer que as pessoas estavam abertas a fazer negócio. Isso eram um indicador de que as coisas estavam a mudar, caso contrário eles não aceitariam negociar.
Quando os clubes começaram a negociar já havia algum tipo de conversas entre o João Araújo/Rafa e o Benfica? Em novembro começaram a surgir notícias sobre um possível regresso ao Benfica…
Mas nessa altura não havia absolutamente nada. Somente falei com o Benfica em janeiro, depois de os clubes começarem a negociar.
Houve quem comparasse o processo do Rafa no Besiktas ao do Gyökeres no Sporting para forçar uma saída no mercado.
Ouvi algumas comparações, mas se olharem com atenção isso não tem qualquer fundamento ou lógica. O Gyökeres não é meu jogador e não sei quais foram as conversas que houve, por isso não posso opinar sobre esse processo, mas sei o que foi dito. No caso do Rafa foi dito que em outubro ou novembro ele já estava a forçar uma saída para o Benfica. E isso não faz qualquer sentido. O Rafa simplesmente não estava a sentir-se bem no Besiktas. Não forçou nenhuma transferência para o Benfica.
Este processo negocial com o Besiktas foi o mais difícil que alguma vez teve?
O que foi difícil foi a gestão de tudo de outubro até à saída dele. Esta gestão foi, com toda a certeza, a mais difícil que já tive.
Houve outros clubes a manifestarem interesse em Rafa nos últimos meses?
Houve alguns clubes interessados.
De onde?
Qatar, Arábia Saudita, Estados Unidos e alguns aqui da Europa. O Rafa sempre foi um jogador que atraiu mercado e continua a ser um jogador com bastante mercado, pelas características que tem e pelos números que apresenta, mesmo sendo o mercado de janeiro um mercado em que há menos possibilidades para transações de jogadores.
E chegaram a falar com algum clube?
Não, porque algo que tínhamos na cabeça é que qualquer clube que tivesse interesse no Rafa teria de falar primeiramente com o Besiktas e chegar a um acordo. Se chegassem a um acordo, aí é que nós iríamos discutir. Mas o Rafa também não estava aberto para ir para muitos lugares. No final, o Benfica chegou a um acordo com o Besiktas e facilmente conseguimos chegar a entendimento. É um lugar que ele conhece e onde se sente feliz.
Em quanto tempo o Rafa e o Benfica chegaram a um acordo?
Foi rápido. Num dia chegámos a acordo.
Confirma que ele abdicou de mais de metade do salário que auferia no Besiktas para ir para o Benfica?
Sim, confirmo.
O que diz um agente a um jogador quando o vê prescindir de tanto dinheiro?
No final, o dinheiro é do jogador e a decisão também é dele. O que me interessa é a felicidade e a vontade dele. Não tenho de condicioná-lo. Posso dar-lhe indicações negociais: por exemplo, dizer quando estamos no limite e que o clube interessado não vai além de um patamar, mas não me envolvo nesse tipo de situações de tentar condicionar a escolha dele. A decisão é sempre do jogador.
Mas era fácil para si encontrar propostas superiores à do Benfica para o Rafa?
Sim. Da Arábia, seguramente que sim. Até acima do salário que ele tinha no Besiktas. Aliás, ele teve não uma, mas várias antes de ir para o Besiktas.
Qual foi o estado de espírito do Rafa nesta primeira semana após o regresso ao Benfica?
Acho que dá para ver nas imagens. Tem aparecido a sorrir. Está numa fase da vida em que acima de tudo quer desfrutar e sentir-se feliz a jogar futebol. E chegou a um lugar que não é como o primeiro dia da escola, em que vamos conhecer o professor e os coleguinhas da turma: ali, ele tem colegas antigos e referências dentro do clube.
Como é que se convence um adepto cético do Benfica de que há margem para uma segunda vida para o Rafa no clube depois de ele ter dito um ano e meio antes que o ciclo dele tinha terminado e de ter mostrado algum ressentimento em relação a uma fação dos adeptos na última entrevista que deu antes de sair para o Besiktas?
O adepto de futebol quer resultados. Quer que o clube seja campeão e que ganhe o maior número possível de títulos. Se o Rafa não fosse competitivo, não se tinha incomodado com algumas das coisas que o incomodaram no Besiktas. Ele é muito competitivo! E o tempo é que vai trazer as respostas sobre o que o Rafa vai fazer: os jogos, o trabalho que ele vai desempenhar e os títulos. É no campo que ele tem de se mostrar. E o adepto vai ficar feliz se o que ele fizer dentro do campo for bom. Pode haver pessoas que estão contentes com a chegada dele e que amanhã fiquem descontentes, mas acredito que o que vai acontecer é o contrário. O que o Rafa já fez no Benfica faz parte da história: é um dos maiores goleadores do clube e acredito que ainda vai subir bastante no ranking e ajudar muito o clube a ganhar jogos e títulos. E acredito nisso porque ele já o fez.
Especulou-se muito sobre um possível choque de personalidades entre Rafa e José Mourinho.
O Rafa sempre teve uma relação excelente com os treinadores que teve. Podem perguntar a todos, menos a este último. E com certeza que também terá uma relação muito positiva com o treinador José Mourinho.
A possibilidade de trabalhar com José Mourinho também pesou na decisão de Rafa voltar ao Benfica?
A decisão de ele voltar ao Benfica nunca seria difícil. Mas o José Mourinho é um treinador histórico, um grande treinador e com certeza que um jogador de futebol gosta de ficar com esse registo, conhecimento e experiência de ser treinado por alguém como ele. Isso deixa qualquer jogador entusiasmado. Mas tudo foi importante na decisão do Rafa: o Benfica, as pessoas do clube, Lisboa, a proximidade com a família e o míster Mourinho.
O Rafa terá 35 anos quando terminar o contrato que assinou. Aos dias de hoje, a intenção dele é acabar a carreira no Benfica?
Sim. Em condições normais será no Benfica que o Rafa irá terminar a carreira dele. Não sabemos o dia de amanhã e há sempre possibilidades em aberto. Quando assinámos pelo Besiktas, não sabíamos que um ano e meio depois estaríamos de regresso ao Benfica. Mas, em condições normais, o Rafa quer acabar muito bem a sua carreira e com títulos. E se isso acontecer no Benfica vai ser excelente.
A regressar a Portugal, como agora aconteceu, o Rafa só equacionaria jogar no Benfica?
Sim. Só no Benfica.
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