Berti Vogts, seleccionador da Escócia, confirmou nesta segunda-feira o abandono do cargo. Uma decisão tomada de mútuo acordo com a federação de futebol do país e justificada pelo tratamento de que tem sido alvo por parte de uma «minoria» dos escoceses.
«O principal factor que ditou esta decisão foi o tratamento impróprio que sofri», explicou Vogts num comunicado divulgado pela Federação Escocesa de Futebol. «Degenerou em algo de natureza física, especialmente em ocasiões recentes onde me cuspiram. Este comportamento não é aceitável numa sociedade civilizada e eu sei que a vasta maioria dos escoceses se juntam a mim no desagrado para com este acto de uma minoria. Os abusos são algo a que as pessoas com uma vida pública se têm de habituar, mas agora estão a ter sérios efeitos na minha vida familiar», pode ler-se no documento.
Vogts referiu-se também às críticas da imprensa e deixou agradecimentos a alguns dos dirigentes da federação e também aos jogadores que fizeram parte do seu grupo.
A direcção da federação escocesa vai reunir-se no próximo dia 4 de Novembro para escolher o novo seleccionador. Neste momento, a imprensa avança com o nome de Walter Smith, ex-treinador do Everton e do Rangers, e de Gordon Strachan, que deixou o comando do Southampton em Fevereiro, como candidatos a assumirem o cargo.