merengues

Com um talento inquestionável, que o torna um dos melhores extremos da actualidade, Robben é também um caso à parte pela fragilidade muscular. Em apenas 18 meses ao serviço do Real Madrid, o holandês já parou por nove vezes, sempre por problemas musculares.

Carreira fabulosa, mas em part-time

Revelado no PSV Eindhoven, Robben tornou-se protagonista no Chelsea, em 2004, onde comandado por José Mourinho fez uma primeira temporada de grande nível. No entanto, já aí dava sinais de uma fragilidade que se acentuou nas temporadas seguintes: em três anos pelos blues fez apenas 67 jogos e o seu historial clínico levou-o a ser transferido, no Verão de 2007, para o Real Madrid por 36,5 milhões de euros.

Em Madrid, a história repetiu-se: apesar das várias paragens, o talento de Robben conseguiu valorizar-se sempre que jogou. O Real suspira pelo melhor do seu atacante, já fez exibições «monstruosas» com a camisola «merengue», mas já se conformou com a evidência de que pode perder o seu concurso a qualquer momento. Agora, Robben é baixa certa para a deslocação a Sevilha, este fim-de-semana, e está em dúvida para o Real-Barcelona que, dentro de duas semanas, poderá decidir as ambições merengues na conquista da Liga.

Nem os preparadores físicos do Real Madrid entendem o organismo do jogador holandês. Robben assume não se importar que lhe chamem «jogador de cristal» e repete que os seus repetidos problemas se devem mais a «má sorte» do que outra coisa.

«Robben está pronto para uma carreira fabulosa. Ele sabe que eu espero muito dele, mas tenho certeza de que vai corresponder a todas as minhas expectativas», dizia Johan Cruyff quando o extremo despontou. As qualidades futebolísticas estão lá todas. O corpo de Robben é que não parece disponível para deixar o jogador evoluir regularmente. Sofre o jogador e perde o futebol.