Um sócio do Barcelona acusa Joan Laporta e a restante direção dos catalães de branqueamento de capitais e recebimento de comissões de forma indevida.
Através de uma queixa apresentada ao Tribunal Nacional, o dirigente máximo do clube é acusado de ter uma rede de empresas sediadas em diversos países (Espanha, Chipre, Dubai, Croácia e Estónia) e pelas quais teriam sido pagas comissões ilícitas em diversas negociações, como a renovação do patrocínio da Nike e a reformulação do Camp Nou, tal como avança o El Periódico.
Já esta segunda-feira, o Barcelona reagiu em comunicado, apelidando de «improvável e distante da realidade» a acusação apresentada pelo sócio do clube. Além disso, é referido que a mesma deve ser «baseada em documentos falsos ou seriamente manipulados».
«As informações foram submetidas a uma análise preliminar e, como resultado dessa análise, determinou-se que elas eram improváveis, pelo que se baseavam, presumivelmente, em documentação falsa ou seriamente manipulada. Segundo informações obtidas pelo clube, os documentos falsos foram oferecidos a diversos meios de comunicação do país. O clube agradece aos jornalistas por verificarem a informação e solicitou que, cientes dessa circunstância, se abstivessem de publicar a notícia, pois é completamente falsa», pode ler-se.
Joan Laporta nega ter feito quaisquer transferências para os países acima referidos e não descarta tomar medidas quanto às acusações de que é alvo. «É típico de uma antiga estratégia de difamação, tudo num esforço para prejudicar a minha candidatura e a mim, pessoalmente», afirma.