O guarda-redes do Barcelona, Ter Stegen, vive um momento regular no clube catalão. A cumprir a quinta época no emblema espanhol, é a principal referência e opção do treinador Ernesto Valverde na baliza, mas as primeiras duas temporadas em Camp Nou foram, para o próprio, complicadas.

Então com Luis Enrique ao comando da equipa, Ter Stegen fez mais do que 20 jogos, quer em 2014/2015, quer em 2015/2016, mas a principal opção na baliza era o chileno Claudio Bravo - hoje guardião do Manchester City – algo que fez Ter Stegen ponderar mudar de ares.

«Como alguém que quer jogar sempre, como eu, era uma situação complicada. E a competição com o Claudio [Bravo] não foi fácil. Não vou negar que houve momentos em que pensei mudar, procurar soluções. O clube dizia: “Não te preocupes, Marc, tens toda a nossa confiança”. Mas a realidade não era assim. O Claudio estava a fazer um bom trabalho. Ao fim de duas épocas, a situação exigia uma solução. Finalmente, o clube vendeu o Bravo e proporcionou-se a meu favor», referiu Stegen, em entrevista ao Club del Deportista.

Natural de Mönchengladbach, cidade na qual fez toda a carreira no Borussia local a partir da formação e até às primeiras quatro épocas de sénior, Stegen admite que foi difícil deixar a sua terra, mas que a adaptação a Barcelona «não custou». Pelo meio, na mudança, houve um antigo guardião do Barcelona, Andoni Zubizarreta, decisivo no processo.

«Levava 19 anos do clube da minha vida. Era a minha casa, a minha equipa preferida, na minha cidade. E apareceu Andoni Zubizarreta. Contactou-me e ao meu representante. Reunimo-nos num hotel na Alemanha. E explicou-me o que significava ser guarda-redes do Barcelona, a história do clube e o que esperavam de mim. E convenceu-me, com palavras e sentimento. Tomei a decisão certa», considera o jogador de 26 anos.