Luís Figo, internacional português que representou o Real Madrid entre os anos 2000 e 2005, mostrou-se surpreso com a demissão de Xabi Alonso do cargo de treinador dos merengues, mas pede união para que o clube possa «voltar à normalidade» rapidamente.

Em declarações à plataforma Betfair, da qual é embaixador, o antigo avançado, hoje com 53 anos, confessou que «a demissão de Xabi foi uma surpresa porque ainda estamos a meio da temporada».

«Nestas circunstâncias, não se espera que haja uma troca de treinador, mesmo que se tenha perdido uma competição», acrescentou Figo, aludindo à derrota do Real frente ao Barcelona na final da Supertaça espanhola.

Apesar da «surpresa», o Bola de Ouro do ano 2000 lembra que «as decisões são tomadas por quem manda» e «é preciso apoiá-las para o que resta da temporada», para que o clube possa «voltar à normalidade».

«Após a saída de um treinador, conseguir ter estabilidade, em todos os sentidos, é importante, porque ainda falta jogar muito esta temporada. O Real Madrid tem duas competições importantíssimas que pode ganhar, mas é preciso melhorar em todos os aspetos», acrescentou o português.

Recuando aos tempos de futebolista, Figo lembrou que chegou a viver «mais mudanças de treinador numa só temporada». Em Madrid, aconteceu na época 2004/2005, quando o Real teve como treinadores José Antonio Camacho, Garcia Remón e Vanderlei Luxemburgo.

Xabi Alonso deixou o comando do Real Madrid no início desta semana, depois de ter perdido, para o Barcelona, a final da Supertaça espanhola. Álvaro Arbeloa foi promovido da equipa B merengue, mas estreou-se com uma derrota na Taça do Rei, frente ao Albacete (3-2), da II Liga espanhola.