O Barcelona conquistou a Supertaça de Espanha pela segunda vez consecutiva, ao bater o Real Madrid por 3-2, em Jedá, num El Clásico que voltou a provar que, quando aquece, raramente desilude.

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Depois de um início morno, a final transformou-se num espetáculo de golos, emoção e momentos individuais de alto nível, com Raphinha a assumir o papel de herói.

Os catalães começaram com mais bola, mas sem criar perigo nos primeiros minutos. A primeira grande ocasião pertenceu ao Real Madrid: Vinícius Júnior, aos 15 minutos, fugiu pela esquerda e surgiu isolado perante Joan García, mas o remate saiu fraco e facilitou a defesa do guarda-redes blaugrana.

A resposta do Barcelona surgiu em crescendo e teve em Raphinha a principal figura. O brasileiro avisou aos 27 minutos, com um remate defendido por Courtois, voltou a falhar aos 36 minutos após nova intervenção do guardião belga, mas à terceira não perdoou. Numa arrancada cheia de convicção, encarou a defensiva merengue e atirou rasteiro e cruzado, junto ao poste direito, para o 1-0.

O Real Madrid não demorou a reagir e fê-lo com arte. Já em tempo de compensação da primeira parte, Vinícius Júnior voltou a assumir protagonismo: túnel a Koundé e finalização rasteira para o empate, num lance de puro talento individual (45m+2).

A resposta blaugrana foi imediata. Pedri encontrou Lewandowski com um passe de luxo e o avançado polaco, com enorme frieza, picou a bola por cima de Courtois para o 2-1 (45m+4). O festival de golos antes do intervalo ainda não tinha terminado: num canto, a bola percorreu os ferros após desvio de Raphinha e cabeceamento de Huijsen, sobrando para Gonzalo García, que, na recarga, fez o 2-2 (45m+6).

A segunda parte começou com uma boa oportunidade do Real Madrid. Vinícius voltou a fazer das suas na ala esquerda, fletiu para o meio e rematou forte, mas Joan García aplicou-se para evitar novo golo merengue.

O jogo tornou-se mais «pesado», mas voltou a sorrir ao Barcelona aos 73 minutos. Dani Olmo descobriu Raphinha, o brasileiro escorregou no momento do remate, a bola ainda sofreu um ressalto em Asencio e apanhou Courtois em contrapé, selando o 3-2 decisivo.

Até ao final, Frenkie de Jong ainda foi expulso depois de uma entrada dura sobre Mbappé que regressou de lesão, mas mesmo em inferioridade numérica os catalães conseguiram manter a vantagem. Muito podem agradecer a Joan García que em cima do final, conseguiu travar os remates de Carreras (ex-Benfica) e Asencio.

Com este triunfo, o Barcelona soma a 16.ª Supertaça espanhola da história, a segunda consecutiva, e continua no topo das equipas que mais vezes venceram o troféu.