A viver uma das melhores épocas da carreira, com seis golos e 10 assistências em 28 jogos pelo Estoril, João Carvalho aproveitou a pausa competitiva para reencontrar o Maisfutebol. Aos 29 anos, o médio – também talhado para alinhar como extremo – abre o livro sobre o momento da carreira, os sonhos por cumprir e o espaço do futebol na esfera privada.
Formado no Benfica, João Carvalho conquistou a Liga Conferência no Olympiakos e esteve vinculado ao Nottingham entre 2018 e 2022. Por isso, o médio conhece muito bem o próximo adversário do FC Porto na Liga Europa.
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Maisfutebol (MF): Detém o máximo de assistências na Liga (11), algo que o lança para um patamar mediático. Como gere essa exposição?
João Carvalho (JC): Não valorizo em demasia. Faço o meu trabalho. Já estive noutros clubes onde o mediatismo era mais intenso, onde a exigência passa por conquistar o campeonato. Não há que esconder. Felizmente, criei uma família bonita e que me permitiu baixar a pressão. Neste momento é mais fácil estar dentro de campo. O futebol não é o mais importante.
MF: (…)
JC: Nós também somos pessoas normais. Há quem goste de publicar muito conteúdo nas redes sociais. Eu publico menos. Quase não tenho fotografias no telemóvel. É raro estar com o telemóvel em casa, prefiro viver os momentos.
MF: Nas redes sociais do João repete-se o termo “fixe” para fazer alusão às vitórias, com o festejo dos polegares. Porquê?
JC: Aconteceu depois do primeiro golo da época passada. Foi a escolha do meu filho. A malta do Estoril achou engraçado, por ser diferente, então continuei.
MF: Jogou no Nottingham, o próximo adversário do FC Porto na Liga Europa. Se Francesco Farioli lhe ligasse, que conselhos daria ao treinador?
JC: O plantel é quase todo diferente, mas jogar em Nottingham é muito complicado. É um dos estádios mais históricos e complicados na Premier League. E a massa adepta é muito boa, apoia até ao último minuto. Os dois jogos vão ser intensos e difíceis, mas o "City Ground" vai estar lotado e “on fire”.
MF: O FC Porto e o Sp. Braga podem sonhar com a conquista da Liga Europa?
JC: Sim, claro. A mentalidade tem de ser essa. Foram top-8 na fase liga e têm muita qualidade. Espero que atinjam a final. Estou a torcer por eles.
MF: Que adversário mais o surpreendeu nesta edição da Liga?
JC: O Froholdt, do FC Porto. Ninguém o conhecia e está a ser uma das peças mais importantes da época do FC Porto. O líder da Liga é a melhor equipa e o Froholdt é o melhor jogador. Também destaco o Bednarek, o Kiwior e o Pietuszewski. No Sporting, o Suárez tem números fantásticos. De resto, o Gil Vicente e o Famalicão estão a fazer uma época muito boa. Destaco também o Luís Esteves (Gil Vicente).
MF: Aos 29 anos, o que lhe falta alcançar?
JC: É difícil estar feliz no futebol, mas sinto-me muito feliz no Estoril. Gostaria de disputar as competições europeias pelo Estoril.
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