«O que mudou é que hoje, não sabemos quais serão os resultados de amanhã. Já ninguém garante que F.C. Porto e Sporting vai conquistar os três pontos, e o mesmo acontece connosco frente à Naval, temos de dar o máximo. Estou encantado que a Liga seja assim, aumenta a emoção», diz o técnico.

O treinador do Benfica foi confrontado com uma o registo de José António Camacho na época passada. Nesta altura, o seu antecessor tinha garantido menos dois pontos, menos golos sofridos mas também menos tentos consentidos. «O Benfica está a ser competitivo numa Liga muito equilibrada. Não se pode comparar com outros anos, mas podemos comparar com outras Ligas na Europa. Acho que estamos a rentabilizar bem os golos, num momento a que chegamos com muito sofrimento, mudando muitos hábitos. Chegámos a um ponto em que o Benfica aprendeu a sofrer, a ganhar onde precisava», refere.

«Existe a possibilidade de ficarmos em primeiro mas vamos encarar o jogo de amanhã à margem do que acontecer no jogo do F.C. Porto. A nossa força vai passar por assumirmos as nossas responsabilidades, será essa a postura do Benfica até ao final da temporada», promete o técnico.

Quique Flores apela à concentração de esforços dos adeptos do Benfica até ao final da competição. «É necessária uma onda de adeptos, acho que os adeptos estão conscientes disso. São adeptos com história, que já viveram grandes momentos. Para chegar lá, é importante darmos a máxima importância aos últimos jogos. Seria um sonho ver o Estádio da Luz cheio, vamos tentar criar condições para isso acontecer», atira.