Diogo Dalot está apenas focado no Europeu sub-21 e deu disso conta esta quarta-feira, não desvendando se o futuro passa mesmo por um regresso ao Manchester United, após uma época em que rumou ao Milan.

«Estou focado no jogo de amanhã [ndr: contra a Espanha] e o futuro deixo para depois», disse o jogador de 22 anos, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, falando também da adaptação ao lado esquerdo da defesa. Na fase de grupos do Europeu, o ex-FC Porto jogou nesse lado, tendo já nos quartos de final, na segunda-feira, passado para o lado de raiz, o direito, tendo Tomás Tavares jogado à esquerda, também adaptado.

«Claro que me sinto mais [confortável] à direita por ser a minha posição mais natural, mas ao longo da curta carreira fui tendo oportunidade de jogar à esquerda. Não é igual, não é a mesma coisa em termos da perceção dos espaços, de jogar mais vezes com o pé não dominante. Cria mais dificuldades, mas é um desafio que fui aceitando e fui batalhando todas as vezes que fui jogando à esquerda e fui-me adaptando. Nunca deixei essa oportunidade, não deixei de parte e fui agarrando com tudo o que podia para adaptar-me. Gosto de ser um jogador completo, acho que traz coisas boas e tento ao máximo dar o meu melhor para ter um objetivo que é, no fundo, ajudar a equipa», apontou.

No Portugal-Espanha desta quinta-feira (17 horas), Diogo Dalot vai reencontrar o espanhol Brahim Díaz, com quem jogou no Milan em 2020/2021. De colega passa a adversário. «Falámos por alto, não concretamente porque ainda teríamos os quartos de final, mas sabíamos que com ambas as equipas passando, podíamos encontrar-nos. Amanhã certamente o faremos. São jogadores fortíssimos [ndr: os de Espanha] com capacidade técnica fora do normal e seguramente que, se ele jogar e eu jogar, será um momento para nós, porque partilhámos uma época inteira juntos», disse Dalot, também referindo os desafios que encerra a seleção espanhola.

«Gostamos de focar naquilo que é o nosso jogo, no que temos de fazer, concentrar-nos mais na nossa equipa e depois adaptarmo-nos às dificuldades que a Espanha possa dar durante o jogo. É uma seleção forte, que gosta de ter bola, que vai seguramente criar problemas no meio campo e na frente e temos de estar preparados para tudo», lançou.