O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) enviou esta quarta-feira uma carta aos principais organismos do futebol mundial, criticando a FIFA por ignorar a tomada de decisão sobre jogadores cujos clubes estão em processo de falência.
O SJPF considera ser urgente refletir sobre esta matéria «em nome do respeito pelos contratos e para o bem do futebol», afirmando que é preciso tomar medidas que ponham fim a estes casos.
Joaquim Evangelista, presidente do SJPF, defende que esta negação de justiça tem consequências a dois níveis: económicas e desportivas. «Sem a proteção da FIFA, os jogadores são abandonados em países estrangeiros, vivendo muitas vezes da caridade de colegas e amigos», escreveu Joaquim Evangelista, afirmando que as primeiras consequências seriam precisamente as económicas, referindo como exemplo os salários em atraso.
Joaquim Evangelista concluiu defendendo em seguida que o conceito de processo de falência não deve ser confundido com falência, afirmando que na verdade é o oposto, pois estes processos têm como objetivo evitar a falência.
Relativamente às consequências desportivas, Evangelista afirma que a concorrência desleal e o cumprimento do princípio do «fair-play» financeiro são as principais consequências causadas pela não intervenção da FIFA.
Concluindo a missiva, a SJPF apela aos órgãos de decisão para zelarem pela justiça na modalidade, concorrência leal e invoca igualmente a proteção dos jogadores.