Cédric Soares começou o Europeu no banco de suplentes, mas agarrou a titularidade nos oitavos de final diante da Croácia.

Ainda assim, o lateral direito não sente que tenha o lugar assegurado e em entrevista ao Maisfutebol disse que todos os 23 convocados foram importantes na caminhada de Portugal no Campeonato da Europa de França.

Jogos fáceis não houve e adversários também não.

Começou o Europeu como suplente de Vieirinha, mas trocaram de lugar nos oitavos e não se voltou a sentar até ao final da prova. Sente que é atualmente o lateral direito da seleção nacional?

Não, como não sentia quando fiquei no banco que era o suplente. Senti sempre que podia ajudar o grupo. Tentei apoiar quem estava lá dentro e quando comecei a jogar, quem ficou no banco fez o mesmo. Não eramos, nem somos, só 11, mas sim 23. Todos fomos importantes. Sabíamos que só muito unidos é que podíamos alcançar o objetivo.

Jogou contra a Croácia, Polónia, País de Gales e França… que adversário foi mais difícil?

Foram todos, não houve nenhum em que disséssemos ‘estamos tranquilos’. Mesmo com o País de Gales, em que ganhámos por 2-0 e em que podíamos ter feito mais golos. Na reta final desse jogo eles meteram cinco jogadores no ataque - eu nem estava a perceber - e estavam todos a bombear bolas para a frente. Foram todos complicados, mas a nossa reação foi sempre positiva.

E que adversário foi mais difícil de travar?

Houve vários. O primeiro foi logo o Perisic, que tem muita qualidade. O Payet também foi difícil. Já o conhecia e nesse jogo ainda havia o Griezmann a aparecer entre linhas. Com a Polónia também apareceu o Grosicki, não tem ‘nome’ e muita gente não o conhece, mas é um extremo que joga no Rennes e que tem muita qualidade. Todas as seleções tinham bons extremos e apanhei jogadores de muita qualidade. Tento sempre estudar muito bem o adversário e sabia com o que contar, mas não foram fáceis.

Falou no Payet, que lesionou Cristiano Ronaldo, e lembrei-me de um lance que nas redes socais até deu motivo de ‘meme’….

Sim, lembro-me do lance.

Foi vingança?

(risos) Não, claro que não. De todo! Não me quis vingar, mas tento ir sempre aos lances com tudo. Nesse lance lembro-me que ia esticar o pé para chegar à bola, mas quando vi o Payet no cantinho do olho tentei evitar o choque e de certa maneira proteger-me. Tentei evitar porque não queria entrar de pitons no ar e por isso é que fui com o joelho e bati-lhe nas costas.

E o lance entre Payet e Ronaldo como o avalia?

Ele é um jogador agressivo e que está habituado à Liga inglesa, que é bastante física e agressiva. Não acho que tenha sido propositado. Foi um lance normal, mas que acabou por lesionar o Ronaldo. 

 

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