Fernando, olhem como o miúdo cresceu

Deu o mote para uma grande noite aos 33 minutos, quando de primeira encheu o pé para grande defesa de Léo Franco. O brasileiro atirou para aquele que arriscava ser o melhor do golo da curta carreira. A partir daí o meio-campo foi dele. Recuperou imensas bolas, saiu a jogar, até fez passes longos e bem medidos. A Liga dos Campeões já é a sua casa.

Raul Meireles, um poço de força

Quase fazia aquele que podia ser o melhor golo da Liga dos Campeões. Na marcação de um livre, a uns bons quarenta metros da baliza, percebeu o adiantamento de Léo Franco e colocou a bola no ângulo, mas o argentino foi lá buscá-la. Esse instante foi apenas o mais relevante de uma noite de muito esforço, na recuperação e na construção ofensiva.

Lisandro, tanto esforço merecia um prémio

Impressionante o que argentino correu! Uma noite saudosista, a fazer recordar as melhores noites de Lisandro Lopez no F.C. Porto. Faltou-lhe apenas o golo, que podia ter marcado aos 81 minutos, quando a bola bateu no poste. Disputou todas as bolas, deu o mote para os companheiros e tentou de todas as formas o golo. Não anda com sorte.

Sapunaru, talvez a melhor noite no Dragão

35 minutos de jogo. Sapunaru entra em sprint com Aguero e durante vinte metros não foi capaz de lhe dar um encosto que pusesse fim à jogada. Aguero isolou-se e por pouco não fez estragos. Um minuto infeliz. Mas foi só. No resto do jogo não deu veleidades a ninguém e apoiou sempre o ataque. Fartou-se de correr e saiu com cãibras. Aplausos.

Hulk, onde andou o resto do tempo?

Demorou a entrar em jogo. Demorou uma eternidade a entrar em jogo, aliás. Passou toda a primeira parte incapaz de fazer a diferença. Na última meia-hora apareceu, por fim, depois de uma jogada em que trocou as voltas a António Lopes. A partir daí foi uma seta apontada à baliza do Atlético. O F.C. Porto entrou no seu melhor período.

Paulo Assunção, não mudou muito

No regresso ao Dragão não viveu uma noite fácil. De cada vez que tocava na bola ouvia um coro de assobios. Ouviu até muitos insultos cantados em uníssono. Mas não se intimidou. Numa prova de maturidade enorme, aliás. Depois foi o costume, um médio incansável, que se fartou de recuperar bolas, cortar linhas de passe e empurrar a equipa.

Léo Franco, outra vez ele

O guarda-redes argentino é o principal responsável por o F.C. Porto não teve vencido nenhum dos jogos. Até porque podia ter ganho ambos. Tal como tinha feito em Madrid, voltou a travar várias vezes o golo adversário, por exemplo a remates de Raul Meireles, ou Lisandro, ou Lucho, ou Fernando. Mas sobretudo num cabeceamento de Rolando.

Kun Aguero, é craque sim senhor

O genro de Maradona mostrou, como se ainda precisasse, que toda a fama que tem vive por ele mesmo. Muito sozinho na frente de ataque, sobretudo porque Abel Resino começou por deixar Forlán no banco, deu trabalho pelas barbas à defesa portista. Foi a todas, chamou a equipa e ficou perto de marcar num cabeceamento na segunda parte.