Enquanto os media nacionais continuam à espera das «flash-interviews» nos finais jogos para perceber melhor as ideias do treinador, este mantém uma porta de visibilidade. Um dia depois de ter falado por ocasião do Portugal Fashion, bastou a presença do jornalista holandês Henk Evenblij, em representação do «De Telegraaf», para Adriaanse voltar a falar. As declarações, mesmo que curtas, surgem este domingo na publicação de referência holandesa.

Aproveitando a presença em Portugal para fazer reportagem do jogo Benfica-Barcelona, o jornalista deu um salto ao Dragão e falou com Adriaanse, dado que tinha a indicação que o PSV Eindhoven estaria interessado em contratá-lo para substituir Guus Hiddink. Depois de Ronald Koeman, o campeão holandês segue o treinador do F.C. Porto, sendo que o «De Telegraaf» sustenta a sua notícia numa pretensa vontade do influente dirigente Jan Timmer.

«Ninguém me ligou, não falei com ninguém do PSV, mas no futebol tudo pode acontecer», começou por referir, avisando que não podia falar muito devido a um «boicote à imprensa declarado pelo clube». «Ouvi falar de um interesse do Ajax, embora não directamente, mas o PSV para mim é novo. De qualquer forma tenho mais dois anos de contrato com o Porto», lembrou.

Vincando sempre a ideia que não podia falar, Adriaanse continuou a dar algumas dicas: «Agora, que sei falar português, posso comunicar melhor com os jogadores e isso é muito importante. No 14 de Maio jogamos a final da Taça de Portugal, com o V. Setúbal, o que será interessante, porque é no Estádio Nacional». O jornalista escreve que o treinador pára de falar novamente, porque sente que já disse demasiado, mas não consegue esconder o regozijo por o PSV se ter lembrado de si.

Intensamente ligado ao Ajax, Adriaanse teria sempre preferência pelo clube de Amesterdão, até porque o homem forte do futebol é Martin Van Geel, que trabalhou com ele no AZ. «Temos mantido contacto constante por sms, mas não falámos sobre o AJax», conta, despedindo-se do compatriota com uma frase enigmática: «No futebol nunca podemos excluir nada».