Bruno Alves

O patrão de sempre, de volta. Depois de uma noite infeliz e um erro tremendo em Old Trafford, que assumiu dando o peito às balas, o central portista voltou à sua imagem habitual e¿ mais fiel. Fez um grande jogo, com a segurança que se lhe reconhece e toda a tranquilidade do mundo. Pelo ar ou pelo chão, não foi ultrapassado num único lance. Abriu o marcador com um tiro perfeito, num livre a mais de 25 metros de distância, colocando a bola na gaveta à especialista. E ainda assistiu Farías para 3-0 num cruzamento com conta, peso e medida. Bruno Alves mostrou esta noite de que fibra se fazem campeões.

Farías

Nova titularidade e redes furadas. Na primeira parte, por agir lentamente, falhou um golo feito, isolado frente a Nélson. Redimiu-se pouco depois, oferecendo o tento a Sapunaru, num bom trabalho de ponta-de-lança, em que recebeu rasteiro e rodou perante os defesas até largar para o companheiro chutar ao lado. Com Lucho e Hulk, construiu o 2-0. Aos 58 minutos, o seu faro de golo levou-o ao cruzamento bombeado por Bruno Alves e finalizou com estilo. Falhou incrivelmente o hat-trick a quinze minutos do fim, mas ultrapassou Licha na tabela dos melhores marcadores azuis e brancos, somando agora 7 golos no campeonato.

Cissokho

Jesualdo Ferreira não gosta que a comunicação social exalte demasiado os seus miúdos mais novos, repetidamente. Lamentamos, professor. Cissokho garantiu todos os holofotes esta semana e com o Estrela voltou a pedi-los para si. Sem medo e com toda a confiança do mundo, assim se apresentou o lateral francês. Pediu jogo, carregou jogo, criou jogo. A esquerda foi toda sua na defesa e ¿ principalmente ¿ no ataque. Aos 21 anos, não são só as chuteiras amarelas que chamam a atenção neste canhoto.

Hulk

Foi aquecer à meia hora e o público animou. Entrou ao intervalo e o público agradeceu. Mexeu com o jogo atacante da equipa e criou, com Lucho, o golo da tranquilidade, apontado por Tecla Farías. Ainda rasgou a defensiva estrelista nuns quantos lances cada vez mais rotulados de «à Hulk».

Nuno André Coelho e Silvestre Varela

O mais certinho na defesa e o responsável pelo ataque. Os dois miúdos foram os suportes do Estrela esta noite no Dragão. Nuno André impediu que os homens da Reboleira sofressem mais golos, em acções como o corte fantástico aos 33 minutos quando Raúl Meireles se isolava, e Varela foi lançando uns fogachos que mantiveram a defesa da casa acordada. O avançado quase abria o marcador aos 11 minutos, numa cabeçada junto à trave que Helton defendeu com dificuldade.