Bruno Alves

Imperial na área defensiva, perigosíssimo no lado contrário. O central tinha recuperado do erro de Manchester com o Estrela, mas se resistissem dúvidas da categoria de Bruno Alves, o transportador da mítica camisola 2 dissipou-as. Grande jogo, ganhou tudo pelo ar, levou perigo num livre, nos quais é cada vez mais especialista, e gritou-se golo quando atirou ao lado, de cabeça, ainda na primeira parte. Uma exibição para a Europa inteira ver. Depois da falha, saiu da «Champions» tal e qual a equipa: de cabeça erguida.

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Cissokho e Sapunaru

Pensar que, no início da época, as laterais era um problema, parece hoje absurdo. Cissokho à esquerda e Sapunaru à direita mantiveram as exibições de Manchester. O francês esteve impressionante perante Wayne Rooney, num duelo intenso, cheio de garra e muito cabedal. Não se importunou e olhou o inglês olhos nos olhos, foi correcto a defender e melhor a atacar. Já o romeno teve o mais titulado jogador em campo. Giggs jogou na zona, mas Sapunaru esteve excelente a retirar a ala ao galês. E ainda deu uma ajuda quando Ronaldo queria fugir.

Mariano

Uns passes falhados no início, mas um final de jogo tremendo, a ganhar sempre o flanco. Confiante como nunca, começou no meio, mas foi na extrema-direita que encontrou o melhor jogo. Cruzou muito e, se Lisandro tivesse melhor remate, aos 85, contava com assistência. Mas Van der Sar estava no sítio certo.

Hulk

Incrível na Liga, muitos furos abaixo na Champions. Jesualdo Ferreira insiste que o brasileiro tem muito para aprender e isso foi claro frente ao campeão inglês. Não ganhou um lance, perdeu-se em pormenores insignificantes e irritou um público que o tem como herói. Talvez por isso, os adeptos foram esperando, esperando, esperando por um momento de inspiração do camisola 12. Mas esse nunca chegou, Hulk passou ao lado da partida.

Cristiano Ronaldo

Um rocket indefensável. O golo do português no Dragão foi uma obra de arte, um pontapé que nem o elástico Helton teve hipótese de defender. Ferguson baralhou as contas e colocou Cristiano Ronaldo como avançado. O português teve uma ocasião para rematar e logo fez golo. Um pontapé forte, que fez a bola deslizar no espaço e colocar o United nas meias-finais. Pouco mais de relevante fez, mas os melhores só precisam de um momento para decidir.

Anderson

As palmas que recebeu, ainda na primeira, parte dos adeptos azuis e brancos foram o reconhecimento a um grande jogador. Anderson foi o melhor da equipa inglesa, pressionou no miolo, recuperou bolas na velocidade e no corpo a corpo, inclusive contra «forças» como Rodriguez e Hulk. Na segunda baixou um pouco, saiu e foi aplaudido de novo. Mas o Dragão é uma casa em que o seu futebol vem ao de cima.

Rooney

Duelo apaixonante com Cissokho. O camisola dez do United foi um «tanque» dentro de campo, mas um tanque sem sapatas, antes com pés de veludo. Correu quilómetros a fechar a ala direita dos ingleses. Um desempenho para o colectivo e a mostrar que não é preciso ser exuberante para se ser uma estrela.