Veja a Ficha do jogo

Os pontos de contacto com os últimos dois jogos, ambos com a variante de terem sido jogados na Sertã, são vários. O F.C. Porto resolveu cedo, marcou quatro golos, Farias bisou e o Sertanense deu um tiro no pé pelo meio. Na última época fez um autogolo, desta vez teve uma expulsão ainda antes dos dez minutos.

Uma expulsão que trouxe arrastado um penalty para Farias marcar. Ora nesse instante, logo na madrugada do jogo, o F.C. Porto fez o segundo golo, ficou em superioridade numérica e com a passagem à próxima fase da Taça de Portugal completamente garantida. O Sertanense nunca mais se recompôs.

Uma experiência que nem chegou a ser avaliada

Estas incidências acabaram por adiar uma das grandes curiosidades do jogo: saber como se iria portar o esquema de três centrais. Jesualdo inovou até no sistema táctico e optou por uma estratégia que já não se via desde que Co Adriaanse foi campeão. A avaliação, essa, tem de ficar para uma data posterior.

Sobretudo porque do outro lado surgiu um adversário frágil como nunca tinha sido. O Sertanense fez apenas dois remates em todo o jogo, nenhum deles com perigo, raramente conseguiu estender o futebol no campo e cometeu vários erros pelo meio. A consistência defensiva do F.C. Porto nunca esteve em causa, por isso.

Prediger e Sérgio Oliveira, promessas para o futuro

A tranquilidade, já se disse, veio cedo e veio muito do futebol dos mais velhos. Hulk abriu o caminho ao triunfo num livre, Farias bisou ainda na primeira parte, o mesmo Hulk fechou o resultado perto do fim. Por isso se diz que foram os antigos a garantir a tranquilidade. Alcançado esse objectivo, foi a vez dos miúdos se mostrarem.

O jogo viveu muito disso, aliás: do futebol dos mais novos. A estreia de Prediger, Nuno André, Maicon, Sérgio Oliveira e Yero serviu para manter o vivo o jogo, quando pouco mais havia que pudesse rasgar emoção. Valeu a pena por isso. Sobretudo Prediger e Sérgio Oliveira mostram que no Dragão há alternativas que merecem ser vistas.

Sérgio Oliveira entra na história do F.C. Porto

É verdade, já agora: ficou um penalty por assinalar por falta de Fernando sobre Platini. Esteve mal o árbitro João Capela nesse instante. Mas é injusto procurar nessa falha qualquer explicação para o resultado. Nessa ou em qualquer outra falha do árbitro. Nenhuma delas justifica por si só o desfecho da eliminatória.

No fim, portanto, sobrou uma noite tranquila para o campeão nacional, perante pouco mais de 30 mil espectadores. O F.C. Porto garantiu a continuidade na Taça de Portugal, lançou soluções para o futuro e pôde gerir a equipa a pensar no jogo com o APOEL da próxima quarta-feira. Tudo fácil, tudo óbvio. Tudo certo.