Esse deve ter sido, de resto, o único pecado de uma exibição suficiente q.b. para bater um adversário que poucas vezes ousou ameaçar a baliza portista. Apenas por numa situação, ainda na primeira parte, o Sp. Braga pareceu estar perto do golo, num remate de Zé Carlos, após defesa de Hélton, que o brasileiro parou com talento.

Sobraram, de resto, um cabeceamento de Paulo Jorge que passou ao lado da baliza, um outro remate de Zé Carlos que foi interceptado pela defesa portista e uma finalização de Davide que saiu a rasar o poste da baliza de Hélton. Muito pouco, portanto, para um adversário que habitou o F.C. Porto a sofrer amarguras nas últimas épocas.

Muito pouco também para um adversário que quer morder os calcanhares aos grandes. Os bracarenses podem argumentar que faltaram elementos fundamentais, é verdade que sim, elementos como João Pinto, Madrid, Vandinho ou Maciel, mas mesmo assim esperava-se mais desta equipa que só na fase do aperto final empolgou o jogo.

Era desnecessário aquele roer de unhas, mas enfim, que venha o Chelsea

O F.C. Porto passou então por um roer de unhas miudinho que era desnecessário. Os dez minutos finais parecem mesmo uma eternidade nas bancadas. A equipa já tinha entrado no jogo a dominar, já tinha marcado pelo regressado Adriano (voltou à titularidade na equipa em jogos da Liga meio campeonato depois), já tinha explorado uma ou outra fragilidade organizativa adversária com um futebol rápido em profundidade e já tinha até desperdiçado uma mão-cheia de oportunidades para sentenciar o resultado. Entre elas a tal grande penalidade que Paulo Santos defendeu.

Com um bocadinho menos de Quaresma do que é habitual, mas muito mais Lucho nos lançamentos de meio-campo e muito mais Raul Meireles na capacidade de subir a criar desequilíbrios, o F.C. Porto chegou a jogar um futebol bonito, de jogadas bem construídas e aproveitamento das linhas laterais. Mesmo após a saída do lesionado Bosingwa, o F.C. Porto soube aproveitar as faixas. Faltou apenas o segundo golo para coroar a noite tranquila e tornar mais confiante a viagem a Londres. Não chegou para tanto, mas deu para cumprir a obrigação. Que venha, por isso, o Chelsea.