Ora ao abrigo do «Mecanismo de Solidariedade» da FIFA, que se aplica em todas as transferências de jogadores com estatuto profissional, o F.C. Porto vai ser ressarcido em 0,5 por cento do valor da transferência por cada ano em que Diego representou o clube.

Como Diego passou duas épocas no Dragão, os azuis e brancos terão direito a um por cento, ou seja, 245 mil euros. O que serve, por exemplo, para quase pagar a aquisição de Cissokho: a contratação do francês ao V. Setúbal custou cerca de 300 mil euros.

Segundo o «Mecanismo de Solidariedade» da FIFA, a Juventus deve retirar cinco por cento dos 24,5 milhões de euros acordados na transferência de Diego com o Werder Bremen, e distribui-los por todos os clubes que participaram na formação do jogador.

Por formação entende-se o período entre os 12 e os 23 anos, sendo que os clubes que tiveram o jogador até aos 15 anos recebem 0,25 por cento por cada ano, e os clubes que o tiveram a partir daí recebem 0,5 por cento. O F.C. Porto teve Diego aos 20 e 21 anos.

Diego continua a dar prejuízo ao F.C. Porto

Apesar desta boa notícia, Diego continua a dar prejuízo ao F.C. Porto. Contratado como grande esperança, ele que era um dos destaques do campeonato brasileiro, o médio nunca confirmou verdadeiramente em Portugal tudo o que de bom prometia no Brasil.

Na altura da aquisição, o F.C. Porto pagou ao Santos, segundo comunicou à CMVM, sete milhões de euros. Passadas duas épocas, Diego foi vendido ao Werder Bremen por seis milhões de euros, o que significa um prejuízo de um milhão de euros.