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Serão muitas as mudanças técnicas, mas para já outra alteração ficou em suspenso. A FIA chegou a anunciar uma revolução nas regras de apuramento do campeão, que daria o título ao piloto com mais vitórias, mas após uma chuva de críticas decidiu adiar a implementação do novo sistema. Ainda assim, a corrida à sucessão de Lewis Hamilton, que começa já esta semana com o Grande Prémio da Austrália, promete muitas novidades.

No que diz respeito às novas regras que irão de facto estar em prática, em 2009 as escuderias só podem usar oito motores na temporada inteira, o que significa que alguns têm de durar, pelo menos, três grandes prémios. Em 2008, os motores podiam durar dois fins-de-semana de corridas. Devido a estes cortes orçamentais, os testes a meio da temporada também foram interditos.

Será fácil perceber todas as alterações aerodinâmicas nos veículos. Desde logo, o «nariz» será diferente e a asa traseira fica mais estreita e mais alta. Essas são mudanças visíveis no aspecto dos bólides, tudo para permitir mais emoção.

Porém, a grande novidade, para além do regresso dos pneus slick é a introdução do Kinetic Energy Recovering System (KERS). Em português, Sistema de Recuperação de Energia Cinética. Este terá grande influência em pista e não é difícil de explicar. Há vários modos de aplicar-se o KERS, mas devido ao design dos carros de F1, as marcas irão aproveitar a energia produzida pelos travões, que será armazenada, numa bateria, para os pilotos a poderem usar.

Basicamente, tem o mesmo efeito que o nitro, que se vê em alguma competições e, para quem não está tão familiarizado, pode sempre recordar-se de filmes de street racing, como Velocidade Furiosa. O KERS pode ser accionado com o premir de um botão e provoca um aumento de cerca de 80 cavalos.

Ainda assim, a introdução deste sistema não é pacífica. Pelo contrário. Muitas das escuderias sublinham que o KERS desequilibra o carro e, por isso, na Austrália, o primeiro GP da temporada, apenas a Renault já revelou que vai utilizá-lo. McLaren, BMW-Sauber e Ferrari continuam indecisas, enquanto Williams, Toyota, Toro Rosso, Red Bull, Force India e Brawn GP não vão adoptar o sistema em Melbourne.