O piloto inglês tinha cortado a meta no quarto lugar, mas subiu depois uma posição, devido a uma penalização aplicada a Jarno Trulli (Toyota), que teria feito uma ultrapassagem quando o «safety car» estava em pista. O piloto italiano alegou que se viu obrigado a fazer a ultrapassagem, visto que Hamilton teria dado passagem. O campeão do mundo em título foi então ouvido pelos comissários, assim como o director desportivo da McLaren, e ambos negaram terem sido dadas instruções para deixar passar Trulli. Quatro dias depois da prova, a FIA decidiu desclassificar Hamilton, por entender que foram prestadas falsos testemunhos.

Para além de ter custado alguns pontos ao piloto inglês e à própria equipa, o caso valeu ainda a suspensão de Dave Ryan. «A sua actuação nos acontecimentos do passado domingo, em particular junto dos comissários da FIA, causou sérios prejuízos à equipa, pelo que pedimos desculpa. Foi suspenso das suas funções, e aceitou», explicou Martin Whitmarsh, director da McLaren-Mercedes.

A decisão foi tomada na Malásia, onde se disputa a segunda prova da temporada. Ryan abandonou o Circuito de Sepang quinze minutos depois do início da primeira sessão de treinos livres.