Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, analisa o empate no Dragão, frente ao FC Porto (2-2), na flash interview da Sport TV:

Análise ao jogo

«A equipa abordou o jogo como normalmente o faz, com a coragem e os princípios habituais. Jogámos perante um grandíssimo adversário, com muitas alternativas e muita capacidade individual e coletiva. O jogo entrou numa toada agressiva, mas muito tática, e aí tenho de tirar o chapéu aos meus rapazes porque tiveram um comportamento incrível do ponto de vista da interpretação jogo. Tivemos jogadores com exibições fantásticas. O (Gustavo) Sá, por exemplo, pela capacidade de interpretar os espaços e de os encontrar quando ganhávamos a bola para fazermos as nossas ligações habituais. Depois, sem bola, ao saber quando tinha de baixar e de “saltar”. Experimentámos uma forma de estar um bocadinho diferente sem bola, mas mantendo a mesma coragem perante um ambiente fantástico. Foi um grandíssimo jogo de futebol entre o FC Porto e o Famalicão. Que lindo jogo de futebol, que fantástica emoção. O resultado, depois do que fizemos, seria sempre o menos importante para nós, mas os rapazes merceram-no por tudo o que trabalharam.»

Resposta ao golo sofrido ao minuto 90+2

«Falamos todos os dias de “fome”. O que nos alimenta na vida e no trabalho é querermos viver emoções, não ir sobrevivendo e ver no que a vida dá. Temos a ambição no máximo, somos “esfomeados” por tudo. Há jogo até ao final e nós acreditamos sempre. Temos uma ambição muito forte e sentimos que ia dar qualquer coisa. Também o merecemos por aquilo que trabalhamos. Quantas defesas fez o nosso guarda-redes e o do FC Porto? Isto sem tirar mérito a um adversário fortíssimo, que está no primeiro lugar com muito mérito, tem muita ferramenta tática e também é “esfomeado”. Isso ainda nos faz sentir mais valorizados. A vida é feita destes momentos. Daqui a muitos anos alguns dos nossos adeptos vão-se lembrar quando o Famalicão jogou de peito aberto no Estádio do Dragão contra um FC Porto fortíssimo e empatou no fim. É o que nos alimenta.»

Mensagem ao intervalo

«Acreditamos sempre no que vem aí, o que ficou para trás foi para nós crescermos. O intervalo é um momento de aprendizagem. Na segunda parte, o FC Porto foi crescendo e trazendo poder ao jogo, mas fomos impedindo, saindo e criando, embora não finalizando. Depois do FC Porto fazer o golo, não estava acabado, não podia estar acabado. Mesmo o golo do empate surge de algo que trabalhamos.»

Reta final da Liga

«Nunca nos assustamos. Temos de continuar, fazer crescer e viver momentos. A vida é mesmo isso.»