Rui Borges elogiou, na sala de imprensa, a resposta da equipa ao golo sofrido e estava satisfeito com o triunfo, lembrando que estava a jogar contra uma equipa que ainda não tinha perdido em casa em 2025. O treinador do Sporting gostou das exibições de Quenda e de João Virgínia e, ainda, da estreia de Ioannidis.

Análise ao jogo

Fomos muito competentes, muito intensos e sabíamos que tínhamos de ser fortes nos duelos. Jogámos contra uma equipa muito bem organizada, difícil a jogar em casa, a relva não me parecia muito boa e na primeira parte eles foram felizes a fazer o golo. Antes disso já podíamos ter marcado. Ao intervalo tentámos corrigir uma ou outra situação porque o Mangas tinha de encurtar ali numa situação. Fomos mais competentes e na segunda parte fomos atrás do prejuízo e, quando íamos mexer, fizemos o segundo. A atitude da equipa foi enorme e mereceu a vitória. Fomos melhores, tivemos mais bola e a atitude competitiva foi enorme. 

Como viu a exibição de Ioannidis?

O Ioannidis entrou bem, esteve muito comprometido com o que pedimos, esteve bem com bola, muito bem a ajudar a equipa e a ligar. Veio defender um lance com o lateral à área contrária. Na fase final, já na zona central, deixou a equipa respirar, a ficar com bola, a segurar e a subir no terreno.

Foi decisiva a decisão de terminar o jogo com três centrais?

O Famalicão meteu dois avançados, duas referências, e foi só para tentar equilibrar. Antes estávamos homem a homem e estávamos bem. Foi para fechar um bocado e precaver das bolas longas, embora o Famalicão não estivesse a provocar muito perigo. Ganhámos um homem mais forte em duelos na parte final.

O que faz desta jornada tão difícil para os grandes após os jogos da seleção?

A dificuldade foi o adversário. Ainda não tinha sofrido golos, ainda não tinha perdido em casa em 2025 e mais do que a pausa para as seleções, foi mesmo o adversário. Havendo compromisso e atitude, é muito difícil. Foi uma grande vitória perante um bom adversário.

Exibição e titularidade Quenda

Quenda fez um bom jogo. É um miúdo que tem dado uma resposta fantástica, mas nos primeiros jogos tem jogado o Geny, mas aquilo que o miúdo tem feito, até a mim me tem surpreendido. Ele deu uma grande resposta e vai fazer uma grande época. O que importa é que eles se conheçam e tenho sorte de liderar um grande grupo de jogadores e amigos.

O que ganhou a equipa com a nova ala direita?

Em termos táticos, não muda nada. O Vagiannidis deu uma grande resposta física e técnica. Começa a perceber as dinâmicas da equipa porque é um jogador que conhecemos bem. Em termos de qualidade individual, acrescentam sempre no jogo. O Quenda também tem dinâmicas individuais diferentes, mas em termos da dinâmica da equipa, não.

Exibição de João Virgínia

Deu uma resposta fantástica, trabalha imenso e fico muito feliz com a estreia dele.

Entrada a perder pelo terceiro jogo consecutivo é relevante?

Não sinto que a equipa entre apática. No Nacional foi de bola parada, aqui também foi, mas isso não me importa. Importa a atitude competitiva da equipa e da procura emocional da equipa. Isso foi muito importante para dar a volta ao resultado.