elogiou Ernesto Farías

Dois nulos consecutivos, frente a Marítimo e Trofense, deixaram Jesualdo Ferreira com um problema nas mãos. A equipa não correspondia com golos ao caudal ofensivo demonstrado nos jogos em casa. Após aquelas duas rondas, Lucho furou as redes do Benfica, mas de grande penalidade. Em jogo corrido, não havia solução. Até que o técnico apostou em Farías.

O argentino levava já um golo no campeonato, na recepção ao Vitória de Guimarães. Mas é a partir de Fevereiro que La Tecla se destaca. Dois golos ao Rio Ave, para desbloquear o problema e mais dois ao Estrela, estes precedidos de um em Guimarães e outro no terreno do Leixões. Jesualdo Ferreira afirmou, no final do jogo com o Estrela, que conheceu poucos jogadores com o instinto de Ernesto Farías dentro da área. E os números recentes do argentino provam que o técnico tem razão.

Na segunda volta, na Liga, não há melhor

Na Argentina a temporada divide-se no Torneio de Abertura e no de Clausura. Se estivéssemos naquele país sul-americano, Farías liderava a lista dos goleadores do segundo troféu. É que na segunda volta não há quem marque mais que o argentino. Há quem tenha feito tantos golos, mas com quase dois jogos de diferença.

La Tecla fez seis dos sete golos que tem na segunda metade do campeonato, tal como Babá, do Marítimo. Apesar de terem participado no mesmo número de partidas, nove, o argentino tem menos 189 minutos que o senegalês. Ou seja, Farías tem mais de dois encontros a menos que Babá, mas marcou tanto como o avançado dos madeirenses. Nené (Nacional), Liedson (Sporting) e Lucho (F.C. Porto) andam perto da dupla, com cinco golos.

Para além disso, Farías é o quarto jogador da Liga que precisa de menos tempo para meter a bola nas redes. O argentino faz um golo a cada 86 minutos, melhor só Mantorras (Benfica), Mateus (Rio Ave) e Michel (V. Setúbal). Só que, analisados à lupa, os dados dos primeiros são quase irrelevantes: todos têm um golo, o benfiquista e o sadino três jogos feitos e o vila-condense quatro. Farías tem sete golos em 14 jogos, ou seja, uma média de meio golo por partida.