Ironicamente, Amadeo Salvo teve assim de falhar a apresentação de Senderos, o central contratado para o lugar que podia ter sido de Otamendi.

Da parte dos clubes a informação sobre o caso é praticamente nula. O Valencia continua em silêncio, e durante a tarde de terça-feira remeteu explicações para um comunicado que estaria iminente, mas que tarda em sair. Aparentemente à espera do desfecho da viagem do presidente ao Porto.

Do lado portista também pouco se disse, tirando o técnico Paulo Fonseca, que referiu que Otamendi era um «caso administrativo». O defesa argentino não treina com a equipa desde sexta-feira, último dia do mercado de transferências em Portugal e na maioria dos países europeus (Espanha incluída).

É certo que o Valencia negociou Otamendi, e que houve acordo de verbas, mas a inscrição na Liga espanhola, por causa do estatuto de extracomunitário, com o emblema espanhol a optar por outros elementos também negociados. A dúvida é: inscrição à parte, Otamendi foi vendido pelo FC Porto ao Valencia? Os «dragões» entendem que sim, conforme noticiado pelo jornal «O Jogo», citando fontes do clube. Por isso o jogador não foi inscrito na Liga Europa nem tem treinado às ordens de Paulo Fonseca.

FC Porto e Valencia conversam agora para desbloquear este imbróglio, e qualquer que seja o desfecho Otamendi terá de procurar um outro campeonato para jogar até final da época. Ainda para mais de forma a lutar por uma presença no Mundial. O mercado russo é a mais forte possibilidade, até pelo interesse do Zenit em contratar um central. 

Outra possibilidade seria um regresso à Argentina, ao Vélez Sarsfield, algo que já foi abordado pelo antigo clube de Otamendi. «Seria incrível. Não está nos planos, mas era uma questão de ver qual seria o custo. É um jogador caro, mesmo que seja por empréstimo», referiu Julio Baldomar, vice-presidente, à «Tyc Sports».