Fernando Madureira foi libertado esta sexta-feira da prisão anexa à Polícia Judiciária do Porto.
Cá fora, à espera dele, estavam a esposa e a filha, além de amigos, alguns do quais partilharam com ele a direção da claque Super Dragões. Isto para além de alguns adeptos do FC Porto, que se manifestaram entre bandeiras e cachecóis.
Fernando Madureira saiu de sorriso rasgado, fez questão de cumprimentar toda a gente, um a um, e revelou-se feliz por esta decisão, .
«Como me sinto? Sinto-me bem, sinto-me bem. Mas deixem-me ir matar saudades da minha família primeiro», disse apenas aos jornalistas, evitando todas as perguntas.
Depois entrou no carro e seguiu para casa.
A ordem de libertação do antigo líder dos Super Dragões acontece por ter sido ultrapassado o prazo máximo legal para a prisão preventiva, na sequência da decisão do Tribunal da Relação do Porto, que esta sexta-feira reduziu a pena para três anos e quatro meses, no âmbito da Operação Pretoriano.
Madureira, no entanto, continuará sem poder frequentar recintos desportivos ou outros eventos do FC Porto e terá de se apresentar às autoridades duas vezes por semana.
«Em consequência desta decisão, e em conformidade com o limite máximo fixado pela lei processual penal (um ano e oito meses de prisão, no caso), o Tribunal de 1ª instância teve, necessariamente, e por ora, de libertar o arguido preso preventivamente, sujeitando-o, porém, à obrigação de se apresentar duas vezes por semana à polícia e de não frequentar recintos desportivos ou quaisquer eventos relacionados com o FCP», esclarece o Ministério Público.