O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, abordou esta sexta-feira, na conferência de imprensa antes do jogo da 28.ª jornada da Liga ante o Famalicão (sábado, 20h30) o regresso dos jogadores que estiveram ao serviço das respetivas seleções, nomeadamente o quarteto que falhou o apuramento para o Mundial 2026, tendo também falado, como italiano, do objetivo falhado por Itália, que fica fora do Mundial pela terceira vez seguida, depois de 2018 e 2022:

Como sentiu os jogadores que regressaram das seleções, alguns deles depois de jogos decisivos pelo Mundial 2026, com eliminações nas finais de play-off (Bednarek, Kiwior, Pietuszewski e Froholdt):

«Nos últimos dez dias, estivemos divididos. Tivemos um grupo que ficou aqui, com muitos jogadores da equipa B e dos sub-19 que vieram ajudar-nos a manter um bom nível e foi o que fizemos aqui, à espera de que os nossos jogadores voltassem. Na última noite [ndr: de seleções] andava a alternar entre a Polónia e a Dinamarca, porque tivemos quatro jogadores envolvidos nesses jogos. Claro que para eles foi difícil, especialmente para esses quatro. Por exemplo, um jogador como o Jan [Bednarek], é um líder aqui e lá [na Polónia], é um jogador que dá muito e é comprometido com o projeto. Mas eles voltaram com o desejo claro de defender e de competir pelo FC Porto. E, como lhes disse recentemente, claro que todos os outros são mais jovens e vão ter muitas oportunidades pela frente. Mas eu acredito que o Jan vai ter a oportunidade de jogar no Mundial 2030, que vai ser entre Portugal, Espanha e Marrocos, por isso vai ser ainda mais especial. E eu, como italiano, tenho bastante empatia, infelizmente, com as más sensações por falharem o Mundial.»

Como italiano, como olha para o impacto de Itália falhar mais um Mundial:

«Mais do que o impacto negativo, que sejamos capazes de olhar para isso e tomar um caminho certo, talvez para mudar algo. A seleção é a parte mais alta no iceberg, mas deve haver um sistema que deve ser atualizado. Não significa que deve ser tudo atirado ao lixo, mas o futebol está a mudar rapidamente e espero que as novas pessoas que estejam envolvidas tenha a capacidade de ver a curto prazo, mas também a longo prazo para dar, à nova geração, a oportunidade de competir ao mais alto nível. A nossa história assim o exige.»