Francesco Farioli, treinador do FC Porto, aborda os casos de Oskar Pietuszewski, Terem Moffi, Rodrigo Mora e Gabri Veiga antes da visita ao Estoril, no domingo (20h30), para a 29.ª jornada da Liga:

Oskar Pietuszewski

«Conversei com ele depois do jogo com o Famalicão, mas já o tinha feito quando regressou da seleção. Se virmos o quão a vida dele mudou em dois meses, é incrível. Passou de jogar na Polónia, num bom clube mas muito longe do que acontece aqui, para viajar para um novo país, na sua primeira experiência no estrangeiro e logo num clube desta dimensão. Chegou como um jovem para desenvolver em dois ou três anos antes de dar o próximo passo, mas tornou-se rapidamente num jogador muito importante. O nível de pressão sobre os seus ombros é muito diferente, as expetativas estão muito altas. Parece que sempre que ele toca na bola, as pessoas esperam um golo ou uma assistência. Mas ele é o mesmo Oskar, o jogador que conhecíamos quando chegou aqui. É um jogador com muito talento, mas continua a ter coisas para melhorar. As emoções que viveu na seleção, com o golo e a estreia, não podem ser subestimadas. Esta semana ajudou-o a regressar realmente ao Porto, a comprometer-se novamente com a equipa. Nestes dias, ele trabalhou muito bem e acredito que vai ajudar-nos amanhã ao nível que esperamos, mas sem pensar que ele vai marcar ou assistir a cada jogada. Todos, ele em primeiro lugar, têm de ter isso bem claro.»

Assobios a Moffi no último jogo

«Sabemos que os nossos adeptos são muito exigentes. No último jogo, o Terem (Moffi) teve momentos de alguma frustração, mas é um jogador que está a trabalhar muito e a dar o seu melhor. Ele está no caminho certo, já marcou alguns golos importantes e de certeza que outros virão. A união vai jogar um papel importante na parte final da temporada. É o momento em que a Família Portista tem de se unir e apoiar na direção certa, sem dúvidas sobre se os jogadores estão totalmente focados no melhor para o Futebol Clube do Porto.»

Rodrigo Mora

«Os nossos médios ofensivos têm tido um impacto muito grande. Mencionou o Rodrigo, como um criativo, mas ele tem-se exibido a este nível, e foi chamado à Seleção Nacional, não apenas pela sua contribuição ofensiva, mas pela forma como tem competido. Está a tornar-se a cada dia mais completo e maduro, mérito para o trabalho que tem feito desde o início da temporada para desenvolver as áreas em que ele tinha algumas lacunas para preencher. O Gabri (Veiga), a outra mente criativa da equipa, nos primeiros 15 minutos do último jogo foi decisivo em muitos momentos, criou três passes para golo e assistiu para o golo do William. Os dois são jogadores capazes de dar a variabilidade que só aqueles talentos podem dar.»