Francesco Farioli pede uma resposta à equipa, depois do empate com o Famalicão para a Liga, quer os seus jogadores com mais atenção aos detalhes para evitar sofrer golos e acredita num final de temporada glorioso para o FC Porto:

Ainda a exibição frente ao Famalicão

«Ficou claro que no último jogo não estivemos ao nosso nível habitual, alguns jogadores comentaram isso durante o intervalo. O golo do Seko (Fofana) podia ter-nos dado um resultado diferente, mas não mudava a nossa exibição. Já conversámos sobre isso, sobre o quão difícil são os jogos depois das pausas para as seleções, sobretudo na última, pela parte emocional. O que vimos no último fim de semana foi que as grandes equipas tiveram dificuldades, porque quando baixas o nível, nem que seja cinco por cento, as coisas complicam-se. Sobretudo quando defrontas adversários como o Famalicão. Estamos numa competição diferente e vamos defrontar um adversário que nos vai obrigar a algumas adaptações, porque eles mudaram muito. Em alguns jogos jogaram com uma linha de quatro (na defesa), noutros com uma de três. Preparámos todos os cenários para podermos dar resposta.»

 

Como sentiu o grupo esta semana?

«Já conhecem a minha forma de pensar. Quando fechámos o ciclo de jogos com o Sp. Braga, vim aqui acalmar muitos dos vossos colegas porque todos estavam muito entusiásticos com o que conseguimos nesse período: a qualificação com o Estugarda, as vitórias na Liga, etc… Agora não pode haver drama. É claro que queríamos ter ganhado (ao Famalicão) e sofrer um golo no último minuto do jogo, naquelas circunstâncias, é ainda mais doloroso, mas temos de virar a página rapidamente. Não quero minimizar nada, apenas quero dar o devido valor às coisas. Estamos no início de abril num lugar que todos assinariam há alguns meses: primeiros na Liga, nos quartos de final da Liga Europa e nas meias-finais da Taça de Portugal. Temos a possibilidade de vencer as três competições.»

Possível penálti de Zaidu no jogo com o Famalicão

«Já vi as imagens e, para mim, não era penálti. E se não era penálti, também não era cartão amarelo.»

 

Oito golos sofridos nos últimos oito jogos

«Não mudámos muitas coisas na preparação do jogo. Para manter o registo defensivo que tivemos durante várias semanas, em que era quase impossível sofrermos um golo e muito raro concedermos remates à nossa baliza, é preciso um nível de atenção que obriga a dispender muita energia. Mesmo no último jogo, não permitimos assim tanto, e em alguns desses lances desempenhamos, infelizmente, um papel importante pela falta de atenção aos detalhes. O importante agora é voltar com a mesma atitude e desejo de não sofrermos golos porque e isso é fundamental neste período da temporada.»

 

Sente-se mais nervoso nesta fase da época?

«No golo do Froholdt (contra o Estugarda), foi uma celebração divertida. Ele mereceu aquela minha expressão estranha porque foi um grande golo. Se falarmos na obra de arte que o Seko (Fofana) fez no último jogo, o estádio “explodiu” de alegria e eu deixei-me levar pelas emoções. Foi um grande golo. A parte emocional vai desempenhar um papel importante até ao final da época. Sempre fui uma pessoa emocionalmente ligada ao jogo, faz parte da minha personalidade, mas isso não deve tirar o nosso foco do jogo. E esse não é de todo o caso aqui.»