15 anos e meio depois, o FC Porto volta a encontrar o Manchester United em jogos a valer.

Foi a 15 de abril de 2009, no Estádio do Dragão, que as duas equipas se encontraram pela última vez, para a 2.ª mãos dos quartos de final da Liga dos Campeões 2008/09. Aquele grande golo de Cristiano Ronaldo, do meio da rua (um dos melhores da sua carreira), resolveu o jogo no Dragão e garantiu o apuramento dos «red devils» e a eliminação do FC Porto, então treinado por Jesualdo Ferreira, depois do empate na 1.ª mão (2-2).

Os ingleses só cairiam na final, perdida para o Barcelona. Já em 2004, foi o FC Porto a eliminar o Manchester United em Old Trafford. O golo de Costinha que fez José Mourinho correr toda a linha lateral, a 9 de março de 2004, foi porta aberta para o apuramento (o FC Porto tinha ganho 2-1 em casa) e o resto… o resto é história até à glória de Gelsenkirchen.

Por essa altura, Vítor Bruno, atual treinador do FC Porto, entrava na idade adulta, com sonhos no futebol. Já estudava, já sabia que tinha objetivos, mas nunca imaginou estar, cerca 20 e 15 anos depois dessas últimas duas eliminatórias, no papel de treinador principal a preparar um jogo destes.

Antes do nono encontro oficial da história entre os dois clubes, e questionado pelo Maisfutebol, Vítor Bruno recordou os seus sonhos da altura e o que andava a fazer nos tempos desses jogos de 2004 e 2009.

«Em 2004, penso que estava no meu último ano de faculdade, se não me engano. E jogava futebol em simultâneo. Pelo facto de jogar futebol, já antevia que podia enveredar por este tipo de carreira, porque percebi que o meu caminho como jogador de futebol podia não ser o que eu ambicionei desde cedo. E que um caminho alternativo podia ser a área do treino. Até pelo que tenho em casa, pelo meu pai, pelo que fui acompanhando ao longo do tempo e pelo que me foi dado a conhecer do que se passa no balneário e do que é levado a treino. Fez parte de mim praticamente desde que nasci», começou por dizer, em conferência de imprensa.

«Em 2009, se não me engano, primeira experiência em Portugal, como adjunto, ainda com o Augusto Inácio, na Naval. Não sabia o que ia ser o meu futuro. Já estava ligado ao treino, mas se esperava estar aqui neste momento nesta condição, não. Não foi nada preparado. As coisas aconteceram porque tiveram de acontecer, obviamente sinto-me muito feliz e orgulhoso», prosseguiu.

«Mas o meu maior orgulho é quando os vejo [jogadores] levarem à risca o que é pedido. Às vezes nem sempre roçam a perfeição na qualidade do seu jogo, mas têm uma coisa inegociável: o compromisso, a vontade diária de fazer as coisas bem, responder mesmo em cima de coisas que não são tão bem executadas. Ter esse sentimento, vício, estar permanentemente ávido de fazer mais e mais. Neste clube, tem de ser assim. O jogo de amanhã é mais um momento para podermos meter nome do FC Porto na Europa, deixar mais uma marca forte, mais um momento em que podemos exaltar a força de um clube que tem dado mostras, ao longo do tempo, que é muito forte na Europa», concluiu.

O FC Porto-Manchester United está agendado para as 20 horas de quinta-feira, no Estádio do Dragão. Siga o jogo, ao minuto, no Maisfutebol.