Alan Varela fez um balanço da temporada do FC Porto e assumiu que a conquista do campeonato teve um sabor especial depois de uma época anterior que considera ter sido das mais difíceis desde que chegou ao Dragão.
Em entrevista ao jornal argentino La Nación, o médio de 24 anos admitiu que a resposta da equipa em 2026 surgiu depois de um período particularmente duro no clube.
«Foi uma temporada muito boa, tanto a nível pessoal como coletivo. Conseguimos virar a página depois do que aconteceu no ano passado. Acho que tocámos no fundo, porque não lutámos por nenhum título. Quando chegas ao FC Porto percebes rapidamente que aqui só contam duas coisas: ganhar e jogar bem. No ano passado não estivemos à altura», afirmou.
O médio considerou que uma parte importante dessa mudança esteve ligada ao reforço do plantel e também à nova liderança técnica. Sobre Farioli, Varela deixou elogios claros ao trabalho diário desenvolvido no Olival.
«A chegada do mister foi muito importante. Trouxe ideias muito boas, trabalha sempre ao detalhe e prepara muito bem cada jogo. Está atento ao mais pequeno pormenor e isso sente-se no dia a dia. Ao longo da época isso acabou por aparecer dentro de campo», referiu Varela.
Na mesma resposta, destacou também a convivência com Lucho González, agora integrado na equipa técnica do FC Porto e uma figura de peso junto dos adeptos portistas.
«Para mim é uma honra ter o Lucho aqui. Foi um jogador extraordinário e é alguém que representa muito para este clube. Tento ouvir tudo aquilo que me diz e aprender todos os dias», acrescentou.
Ao recordar a temporada passada, Varela voltou a sublinhar que a equipa ficou longe do que o clube exige em praticamente todas as frentes competitivas.
«Não estivemos bem em nenhuma competição. Não conseguimos lutar pelo campeonato, saímos cedo nas Taças e também não estivemos ao nível que queríamos noutras provas. Sentimos isso internamente e sabíamos que precisávamos de responder de outra maneira», apontou, deixando mesmo assim, elogios para Martín Anselmi, antigo técnico dos dragões.
«O Martín pareceu-me um excelente treinador, sempre muito atento a cada jogador e a cada pormenor, mas a verdade é que assumiu o comando da equipa quando já estávamos em má situação e não conseguimos ajudá-lo com todas as ideias que ele tinha. E bem, aconteceu o que aconteceu», disse o argentino.
Em relação aos rumores do mercado de transferências que o envolvem, o médio argentino preferiu afastar qualquer cenário de mercado e reforçou que o foco está totalmente no Dragão.
«Estou tranquilo e focado a cem por cento no FC Porto. Essas questões são tratadas pelo meu representante. Neste momento não penso nisso», atirou.
O médio fez questão de deixar uma palavra para André Villas-Boas, presidente do FC Porto, destacando a proximidade do presidente portista ao grupo de trabalho.
«O André está a fazer um trabalho incrível. Está sempre muito próximo do grupo, acompanha tudo e percebe muito bem aquilo de que os jogadores precisam», concluiu.