A Figura: Willam Gomes

Letal na primeira oportunidade, ao oitavo minuto, voltou a ser decisivo para o FC Porto. Percorreu todo o corredor direito, ajudou na defesa, protagonizou as diagonais com Borja Sainz, delineou jogadas a pensar em Rodrigo Mora e Samu. Em suma, foi a referência em zona adiantada. Ademais, acumulou uma interceção e três recuperações de bola.

O Momento: um golo basta, minuto 8

Num dos mais pobres jogos do FC Porto em casa nesta época, uma oferta do Estoril bastou para resolver a contenda. Num encontro geralmente partido, desprovido de organização no meio de parte a parte, os sucessivos contra-ataques revelaram-se de pólvora seca. Se o FC Porto foi incapaz de capitalizar a velocidade do trio adiantado, o Estoril terá a lamentar a ineficácia nos derradeiros minutos da primeira e segunda parte, com “chuva” de oportunidades.

Outros destaques.

Kiwior e Bednarek: dupla intocável no “onze” de Francesco Farioli, crucial para compensar o adiantamento dos laterais e a permeabilidade do meio-campo. Se o Estoril não acumulou mais oportunidades e não complicou (ainda mais) a tarefa de Diogo Costa, os portistas bem podem agradecer aos internacionais polacos. Assim, Kiwior e Bednarek são chave nesta época do FC Porto, disfarçando até as noites menos produtivas.

Rodrigo Mora: mais interventivo na área defensiva, revelou dotes de tranquilidade no momento de desarmar e de intervir pelo ar. Continua a evoluir e revelou-se importante para a primeira fase do contra-ataque.

Borja Sainz: velocista, também protagonizou os desenhos que culminaram em várias oportunidades. Toque refinado, decisões difíceis de adivinhar e mira afinada, algo impossível de ler nas estatísticas.

Samu: noite infeliz, de menos a mais. Depois de uma primeira parte tranquila, o ponta de lança descartou os defesas e apenas o guardião Robles impediu a festa. Saiu cabisbaixo, mas abraçado pelo aplauso do Dragão.

Guitane: o mais inconformado do ataque do Estoril, sobretudo pelo que conseguiu na primeira parte, quando fintou Rodrigo Mora, Francisco Moura e Sainz. Serviu os colegas, que não foram capazes de restabelecer a igualdade. O avançado acumulou seis dribles em sete tentados e venceu nove duelos em 13.

Begraoui e João Carvalho: apontados à baliza de Diogo Costa, foram incapazes de cravar o empate no marcador. Juntando a Holsgrove – que ofereceu o golo a William Gomes – foi o trio mais infeliz do Estoril.

Boma, Bacher e Robles: os defesas e o guarda-redes impediram o segundo golo do FC Porto e alimentaram o sonho do Estoril, acumulando ações de elite. Se Guitane brilhou na frente, este trio foi o melhor em zona recuada.