Vincent Aboubakar e Jardel são baixas de vulto para Clássico deste domingo. O camaronês está lesionado e só deverá estar às ordens de Conceição já na etapa final da temporada, enquanto o brasileiro não conta para Rui Vitória devido a lesão. 

Tanto o avançado como o defesa foram titulares nas seis rondas anteriores, o que espelha a importância de ambos para as respetivas equipas. Para o treinador do FC Porto quem fará mais falta?

«Depende», começou por responder, antes de desenvolver o raciocínio. 

No fim do jogo poderei responder de forma diferente. Sinceramente, preocupo-me com a minha equipa, preocupo-me em encontrar soluções para a falta de um avançado que foi o melhor marcador em todas as provas no ano passado. É um peso importante na nossa equipa. Temos de arranjar soluções. Não me queixei na Liga dos Campeões, não o vou fazer agora. Não vejo a equipa do Benfica a chorar muito por situações às quais não pode dar a volta. O papel dos treinadores passa por encontrar soluções. O peso depende do desenrolar do jogo. Os meus avançados ou o meu médio ofensivo e o meu avançado - para não abrir o jogo - podem fazer um jogo menos bom e os defesas do Benfica um jogo fantástico ou vice-versa», completou.

Esta tarde, por volta das 15h00, aficionados do FC Porto vão estar no Dragão para se despedir da equipa antes da viagem para Lisboa, tal como sucedeu no ano transato. Ora, Conceição definiu a relação entre plantel e adeptos como uma «ligação de pai para filho ou mãe para filho».

«O ano passado foi fantástico. Foram imagens que ficaram na nossa cabeça. É importante este mar azu e esta força que os adeptos têm junto da equipa continuar, mesmo que, por vezes, tentem riscar essa ligação. É uma ligação de pai para filho, mesmo que aqui e ali haja alguma incompreensão. Espero que amanhã este mar azul se desloque para Lisboa e nos encontremos às 17h30», disse.

Por último, o treinador dos portistas esclareceu o que quis dizer após a partida da Liga dos Campeões contra o Galatasaray. Na altura, Conceição disse que a forma como a equipa ataca influência a o processo defensivo.

«O que eu disse foi que a zona da posse de bola é que é importante. Uma equipa que ataca bem, independentemente das trocas posicionais, tem de coupar bem o espaço. Está a atacar a pensar em atacar, mas o equilíbrio e a reação à perda são fundamentais. Na segunda parte do jogo com o Galatasaray, por exemplo, tivemos menos posse de bola, mas fomos mais eficazes e perigosos no último terço. No último jogo havia determinadas coisas a explorar, agora a estratégica será um pouco diferente», esclareceu.