Jorge Costa, antigo jogador do FC Porto, considera que o famoso caso da braçadeira atirada para o chão, num jogo com o V. Setúbal, na época 2001/02, foi «mal contado». Não que não tenha acontecido, naturalmente, mas pelo impacto que a mesma teve. O ex-jogador considera que tudo foi empolado e, sem dizer nomes, dá a entender que o objetivo era «provocar».

Na altura, recorde-se, o FC Porto era treinado por Octávio Machado, que utilizou três centrais: Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e o próprio Jorge Costa. A um minuto do intervalo, Octávio decide tirar Jorge Costa do jogo. O central não gostou.

«Olho e vejo a placa 2, penso que são dois minutos de compensação. Acho que era caso para esperar, tirar-me ao intervalo, ter alguma conversa, se entendesse que devia dar uma explicação. Se houvesse reação da minha parte seria no balneário. Não poderia sair contente. Estávamos empatados em casa, não estávamos a jogar nada, a um minuto do intervalo…», desabafou Jorge Costa, em entrevista ao Porto Canal.

Hoje, o ex-internacional português não tem dúvidas: «Fui provocado. Quem me conhece sabe que fervo em pouca água dentro do campo. Houve ali uma provocação e eu deixei-me levar.» De qualquer forma, salienta: «Não atirei a braçadeira para o chão.»

«Atirei para o Capucho, ela caiu ao chão. Não queria sair. Estava revoltado com a substituição», assume, garantindo que nunca teve intenção de desrespeitar o clube.

Contudo, dias depois Jorge Costa já não foi capitão em Glasgow, frente ao Celtic, em jogo da Liga dos Campeões, e acabou por rumar a Inglaterra, rumo ao Charlton, por empréstimo. «Obrigou-me [Octávio Machado] a pedir desculpa de uma coisa que eu acho que não tive culpa. E o meu orgulho falou mais alto, não pedi», assume. «Não queria sair do FC Porto. Nunca quis. Não era o dinheiro que me movia, não tinha espírito de emigrante», garante

No final da época o Charlton queria comprar definitivamente Jorge Costa, mas José Mourinho, entretanto chegado ao FC Porto, não deixou.

«Só voltei porque era o FC Porto e porque tive uma conversa muito séria com o Mourinho. Não houve promessas de que vinha para jogar, mas tivemos uma conversa muito séria», contou.

O resto, como se costuma dizer, é história.