A Figura: Rodrigo Mora
Protagonista nesta reviravolta, ligou a defesa ao ataque durante 81 minutos. Além de um golo e três remates, o “baixinho” percorreu 112 metros com a bola e acumulou uma interceção, um alívio, um remate bloqueado, quatro recuperações, 24 passes – em 29 tentados – e três duelos ganhos, em dez. O menino bonito do Dragão continua a crescer e a acumular ferramentas essenciais para os diferentes momentos de transição. Numa noite pouco vistosa do FC Porto – até porque a versão europeia tem sido reativa – Rodrigo Mora voltou a assumir o protagonismo.
O Momento: KO antes do intervalo, 3-1, 41 minutos
No Dragão para cumprir calendário, o Rangers apenas manteve os habituais titulares da defesa. Ainda que tenham inaugurado o marcador e destabilizado o FC Porto, os escoceses foram derrotados em três tempos, com a reviravolta a revelar-se fulcral para a queda anímica. E o terceiro golo dos portistas foi a derradeira estocada.
Outros destaques.
William Gomes: motor na transição, abriu espaço para Rodrigo Mora empatar. Sempre interventivo, foi o elemento mais requisitado no trio ofensivo. O extremo não desperdiça oportunidades e a Liga Europa tem sido o palco mais capitalizado.
Samu: pressionado em todos os momentos, acumulou ações positivas quando deambulou para os corredores, em combinações com laterais e extremos. Uma noite de silêncio.
Bednarek: patrão na proteção a Diogo Costa, o central desferiu o passe que desbloqueou a jogada para o 2-1. Segue insuperável, ora para adversários, ora para colegas.
Froholdt: o pulmão deste FC Porto foi rendido aos 68 minutos para o abraço do Dragão. É um tratado este médio dinamarquês, muito provavelmente a prazo em Portugal.
Chermiti: no regresso a Portugal, o ponta de lança de 21 anos – formado no Sporting – viveu uma noite muito discreta, somente com quatro dribles conseguidos e duas contribuições defensivas. Em abono da verdade, o meio-campo e ataque do Rangers foi inexistente, alicerçado em perdas contrárias ou investidas pelos corredores.
Adeptos do Rangers: deslocaram-se aos milhares até à Invicta, ainda que o clube já estivesse eliminado da Liga Europa. Quantas equipas teriam esse privilégio? Espelho de um elo impossível de quebrar, mesmo que o Rangers não celebre conquistas desde a Taça da Liga de 2024. Naturais de um país talhado para batalhar, rejuvenescer e vencer, provam que a sua essência vai para lá dos momentos. É uma forma de vida.