André Villas-Boas falou esta terça-feira de manhã à porta da Livraria Lello, onde no domingo Francesco Farioli renovou contrato, tendo entre outras coisas explicado o que motivou a participação contra Frederico Varandas, que levou o Conselho de Disciplina a instaurar um procedimento contra o presidente do Sporting.

Processo que levou a queixa contra Frederico Varandas

«O FC Porto aguardou um determinado tempo para ver a reação das instâncias disciplinares relativamente às declarações do presidente do Sporting, que são ofensivas do bom nome do FC Porto, da credibilidade do futebol português e também atentam contra a arbitragem ao longo de décadas. Nós fizemos um compasso de espera, aguardando um movimento natural do que seriam as instâncias disciplinares, e constatamos que nada se passou.»

Razão da queixa contra Frederico Varandas

«Portanto, foi do nosso entendimento escrever à APAF, à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga, para condenar as declarações, até porque elas atentam contra o bom nome do Presidente da Federação, que era árbitro nessa altura. E atentar contra o bom nome do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol é grave. Isto deveria ter sido suficiente para a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol se ter movimentado. Mas decidiu não se movimentar. Já é a segunda vez que se mostra leniente relativamente às declarações do Presidente do Sporting. Para nós foi surpreendente que não fosse instaurado nenhum processo relativamente a essas declarações, que atentam a todo o nível contra o futebol português, contra os árbitros durante décadas e, evidentemente, contra o presidente mais titulado do futebol mundial, que é Jorge Nuno Pinto da Costa. Portanto, a partir desse princípio nós, depois dessa espera, entendemos fazer uma participação, e foi com agrado que constatámos que finalmente o Conselho de Disciplina se moveu e instaurou um processo contra o Presidente do Sporting por essas declarações».