O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, confirmou este sábado, no editorial da revista Dragões, que abril vai ser um mês de avanços no Centro de Alto Rendimento, deixando também alguns reparos, com os rivais Sporting e Benfica à mistura.

«Fechados os contratos, contamos avançar com a movimentação de terras no Centro de Alto Rendimento durante o mês de abril, tendo pela frente quatro meses do mesmo, enquanto terminamos o licenciamento de uma obra que será angular no crescimento qualitativo das infraestruturas do FC Porto. A partir de agora, o foco e a união têm de ser totais na luta pelo nosso bem comum, que é vencer», referiu Villas-Boas, que elogiou o desempenho dos reforços do mercado de inverno.

«Em jeito de destaque e nunca menosprezando a força do nosso coletivo, nas muitas alegrias que vivemos, os jogadores que chegaram ao FC Porto neste mercado de inverno rapidamente perceberam do que este clube é feito e quais as expectativas das suas gentes. Entre os golos e assistências do Oskar, do Fofana e a estreia a marcar do Moffi, merece destaque Thiago Silva, que atingiu a marca dos 1000 jogos, numa carreira em que a passagem pelo FC Porto se distingue pelas emoções a ela associadas», salientou.

Sobre os rivais, e já depois do comunicado do FC Porto, Villas-Boas respondeu diretamente ao Benfica, sobre o desfecho do caso dos emails. «O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos», disse o dirigente dos azuis e brancos, em alusão à posição pública do Benfica, que pediu «sanções desportivas» para o FC Porto.

Villas-Boas também voltou a falar, em nome do FC Porto, do adiamento do Sporting-Tondela. «O FC Porto solicitou à Liga esclarecimentos sobre o caso da remarcação do Sporting-Tondela, após o Sporting e a Liga decidirem, unilateralmente e fora do âmbito da Comissão Permanente de Calendários e de marcação de jogos, adiar um jogo de forma inesperada e infundada, quebrando assim o regulamento das competições. Dessa forma, o jogo será disputado fora do seu tempo, fora da primeira data disponível (1 de abril) e em condições desportivas radicalmente diferentes da altura em que deveria ser disputado, com data marcada para 29 de abril, no pressuposto de que se cumpre o desejo da Liga de ver uma equipa portuguesa ser eliminada da Liga dos Campeões. Desengane-se quem pense que o adiamento foi regulamentar ao abrigo da lei das 72 horas. Isto já não é só prevaricar com a verdade desportiva: é influir diretamente no desfecho final do campeonato, tanto na luta pelo pódio como na luta pela manutenção», afirmou.