Um mês e meio depois da última vitória fora de casa, o F.C. Porto voltou a ganhar e colocou fim a uma fase negra que já levava três jogos consecutivos sem triunfos. A exibição pode não ter sido a mais convincente, mas a necessidade de fazer esquecer rapidamente a noite horrível de Londres teve correspondência no resultado que mantém a perseguição ao Sp. Braga intacta.
Os portistas tiveram de virar o marcador (pela primeira vez esta época na Liga) e só conseguiram confirmar os três pontos na contabilidade a quatro minutos do fim, graças à inspiração de Rodriguez, o melhor e mais inconformado dos dragões nesta deslocação a Coimbra.
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Jesualdo Ferreira voltou a deixar Tomás Costa no banco, entregando a posição mais recuada do triângulo do meio-campo a Raul Meireles. A presença de Belluschi no onze foi a surpresa da noite, já que o resto era mais ou menos previsível, com Beto no lugar de Helton e Miguel Lopes a substituir Fucile. Na frente, obviamente, havia Rodriguez em vez de Hulk, isto em relação ao desastre de Londres.
Sem protagonizar uma entrada fulgurante, os tetracampeões mostraram cedo ao que vinham, numa tentativa de fazer esquecer rapidamente a saída pela porta pequena da Liga dos Campeões. Com Rodriguez muito dinâmico, tanto a servir os colegas como a finalizar, o F.C. Porto parecia fazer depender o primeiro golo de uma simples questão de tempo. Falcao teve nos pés quiçá a oportunidade mais flagrante neste período, mas recebeu mal o passe do uruguaio e acabou por permitir a defesa de Ricardo.
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A Académica já tinha dado réplica, ficando na retina uma jogada de Éder, que passou por Rolando e ainda gingou antes de servir Sougou para um pontapé sem nexo. O mesmo jogador, depois de baralhar a defesa portista, voltou a estar em evidência quando se estatelou no relvado após toque de Bruno Alves que o árbitro considerou passível de grande penalidade. Desta vez, Sougou colocou conta, peso e medida no disparo e empurrou a Briosa para a frente da linha dos onze metros, contra a corrente.
A reacção dos dragões durou pouco mais de um minuto a fazer-se sentir. Num lance confuso, Orlando desvia a bola de Ricardo e Bruno Alves, o mesmo que havia cometido grande penalidade instantes antes, confirma o empate em disputa com Nuno Coelho. Até final da primeira parte, não houve praticamente mais nada de revelo, para além da lesão do guarda-redes de Ricardo, que teve de sair mesmo sobre o apito para o intervalo.
Salvos por Rodriguez
Quando se esperava uma reentrada em força dos comandados de Jesualdo Ferreira, a falta de chama deixou os estudantes à vontade para gerir a posse de bola e aguentar um resultado que lhe era favorável. Por onde esteve o Dragão durante este período? À excepção de Varela, que tentou remar contra a maré, e da meia-distância de Belluschi, pouco se via dos tetracampeões em campo.
Para cúmulo, Mariano Gonzalez teve de sair já depois de ter saltado do banco, devido a lesão, para dar lugar a Tomas Costa porque, como é sabido, as opções atacantes não abundam por esta altura entre os azuis e brancos.
O inconformismo de Rodriguez: veja quem mais se destacou
Nas quatro linhas, no entanto, o inconformismo de Rodriguez acabaria por ser premiado graças a um remate pelo buraco da agulha com algumas responsabilidades de Nereu, que esteve bem melhor no lance seguinte ao negar o terceiro a Varela. Os deuses não quiseram mesmo que o Dragão saísse da partida com mais do que uma vantagem tangencial porque, mesmo com uma grande penalidade mal assinalada, Falcao não atinou com a baliza.