O futuro de Bruno Moraes permanece incerto mas, no meio da obscuridade, há uma luz que se tornou evidente: o avançado não vai integrar o plantel às ordens de Jesualdo Ferreira. O brasileiro está em Portugal e na bagagem trazia a vontade de ser «reforço de Inverno», como contou ao MaisFutebol. Os dragões é que não lhe deram essa oportunidade.
«A minha vontade era ficar para ajudar a conquistar o campeonato. Pelo que tinha ouvido de pessoas que estão aqui em Portugal, havia a possibilidade de eu integrar o plantel e ser reforço de Inverno. Mas parece que o F.C. Porto tem a equipa montada e acha que eu não seria importante para o clube. Senti da parte do F.C. Porto que algumas pessoas tinham interesse em que ficasse, mas outros acharam melhor eu sair», explica.
Com contrato com o F.C. Porto até ao final da presente temporada, resta pouco tempo a Bruno Moraes para mostrar as potencialidades que fizeram os dragões ir buscá-lo ao Santos, do Brasil, na temporada 2003/04.
Com uma carreira marcada pelas lesões, o avançado terá agora de arranjar clube a tempo de ser inscrito nesta fase do mercado. A tarefa, como o próprio informou, está nas mãos do clube azul e branco: «Eles têm interesse em que eu continue vinculado, mas querem que eu jogue e, por isso, pensam emprestar-me e estão a tratar disso. Tenho clubes interessados na I Liga portuguesa e no Brasil.»
Bruno Moraes não entrou em delongas sobre um eventual regresso ao V. Setúbal, onde fez das melhores temporadas em Portugal, até porque preferia voltar a «casa». «Eu preferia jogar no Brasil. Para mim era bom voltar, o calor ajuda muito. Para quem vem de uma lesão acho que o sol é muito importante. Tenho clubes grandes do Brasil interessados, estou só à espera do final da semana para ver o que vou fazer», afirma.
Aos 25 anos, o capítulo F.C. Porto está definitivamente fechado na carreira? «Acho que não. A intenção do F.C. Porto é que eu jogue para poder voltar outra época. Até por isso acham que seria mais interessante que eu ficasse cá em Portugal, porque podem controlar melhor. Mas eles deixaram em aberto, para eu escolher onde quero ir», indica.