Otamendi, era possível pedir mais?

Teve aquilo que pode considerar-se a estreia perfeita: para além de tudo, marcou o golo que deu início à vitória. De resto mostrou ser um central atento, bom na antecipação, que sabe sair a jogar e impõe liderança. Só teve um senão, arriscou muitas vezes a finta em local proibido: correu bem, mas pode nem sempre correr.

Fernando, que grande Fernando!

Merecia ser o destaque maior e só não o é porque uma série de condicionantes obrigam a relevar Otamendi. O médio, porém, fez um jogo enorme. Recuperou até duas bolas na área adversária que só um jogador muito confiante poderia fazer. Por tudo o que jogou, merecia que dois remates à baliza tivessem melhor sorte.

Álvaro Pereira, corredor de fundo

Torna-se cada vez mais uma das alternativas preferidas para sair para o ataque, surgindo muitas vezes como um médio-esquerdo, que recebe, corre, toca, recebe e cruza. Durante todos noventa minutos surgiu várias vezes junto à linha de fundo e cruzou para remates de Belluschi, Falcao e Fernando que cheiraram o golo.

Hulk, mais um golo para a lista

No dia em que Sougou fez mais um golo e se colou a ele na lista dos goleadores, Hulk repôs o isolamento na frente também com um golo. Um bom golo, aliás, ele que pouco antes tinha rematado fortíssimo e pouco ao lado. No resto alternou momentos de brilhantismo com outros de egoísmo. O normal.

Varela, tanta imaginação...

Os momentos mais deliciosos foram dele: com técnica refinada, foi arranjando soluções que inventavam futebol e arrancavam aplausos das bancadas. Ficou na retina, por exemplo, um toque de calcanhar que tirou dois adversários da frente. Mas houve mais habilidades. Num cabeceamento ainda ficou perto do golo.

João Moutinho, pendular como sempre

Impressionante: ao fim de 85 minutos de jogo entre uma área e a outra continuava a ser dos primeiros a recuperar para cobrir a entrada da área. Não se cansa, naquela que é uma característica dele. A isso, porém, vai somando imaginação e talento como já não se lhe via há muito. Atravessa um momento feliz, portanto.

Maurício, a face mais visível do descalabro

Aos 35 minutos desentendeu-se com Moretto, deixou que a bola desviasse pelo meio das pernas e quase traísse o guarda-redes. Aos 45 minutos fez um passe mal medido para João Gonçalves que Hulk recuperou e finalizou em golo. É verdade que pelo meio teve momentos mais acertados, mas não teve uma noite boa.