O Sp. Braga venceu a edição de 2012/13 da Taça da Liga. Os arsenalistas derrotaram o F.C. Porto por 1-0, escrevendo mais uma página vitoriosa na sua história, depois das coquistas da Taça de Portugal na temporada 65/66, e da Taça Intertoto em 2008.

Um arsenal de valentes guerreiros conseguiu derrubar o poderoso dragão. Nada de fisgas, ou outros artefactos. O conjunto de José Peseiro colocou-se em bicos dos pés e enfrentou o oponente de olhos nos olhos. Primeiro deixou que o conjunto azul e branco infligisse um golpe fatal a si mesmo, e depois soube gerir e esperar que o gigante caísse derrotado.

A expulsão de Abdoulaye mesmo a terminar o primeiro tempo, dando ainda a oportunidade do Sp. Braga se adiantar no marcador, através da marcação de uma grande penalidade,foi um golpe demasiado profundo na ambição portista.

Rezava a lenda que em duelos finais nunca os guerreiros do Minho tinham conseguido abater o voo do dragão. Em quatro confrontos em finais, haviam saído sempre chamuscados e vergados ao poder azul e branco - em 76/77 e em 97/98 na Taça de Portugal; em 98/99 na Supertaça ¿ disputada a duas mãos ¿, e, mais recentemente, na época 2010/2011, na Liga Europa.

Mas estes guerreiros não queriam ser derrotados pela história. Essa já é passado. Está escrita, e acabada. E o presente é que é para ser vivido, acrescentando novos capítulos à história. Este é um episódio dourado na biografia dos corajosos guerreiros. E será sempre recordado pelas gentes bracarenses.

É a confirmação efetiva ¿ com um título, leia-se ¿ de que este Sp. Braga é um grande em crescimento. Depois de uma Taça de Portugal ganha na longínqua época de 65/66 os bracarenses voltam aos títulos em Portugal.

Expulsão como capítulo decisivo da história

Já aqui se escreveu: a expulsão de Abdoulaye mudou o jogo. O Sp. Braga entrara melhor na partida, mas o domínio desvanecera-se com o acordar do conjunto de Vítor Pereira que à passagem do minuto dez ficou a centímetros do golo. Após cruzamento da direita de Defour, Jackson desviou e James não chegou a tempo ao segundo poste, com a bola a sair muito perto do poste da baliza de Quim.

Foi o tónico para um período de maior domínio dos portistas, em que os arsenalistas não conseguiram impor o seu futebol. Ainda que não tenha voltado a criar verdadeiras oportunidades de perigo, os portistas mandavam no jogo e não se adivinhava que isso pudesse mudar facilmente. Mas isso foi até ao momento decisivo desta final.

Emoção ao máximo na final

A segunda parte começou com o domínio esperado dos bracarenses. Vítor Pereira reequilibrou a equipa tirando Lucho para o lugar de Otamendi, e os arsenalistas aproveitaram o ímpeto que traziam do final da primeira parte e encostaram os portistas à sua área. As oportunidades arsenalistas foram-se sucedendo, mas não se efetivavam em golo.

E com isso a chama da esperança azul e branca reacendia-se. O perigo voltou a rondar a baliza de Quim, com um ou outro fogacho de Jackson, mas não mais do que isso. Os portistas carregaram, mas permitiam que o adversário se aventurasse em contra ataque, causando sempre mais perigo.

O jogo estava partido, e a emoção foi levada até ao último suspiro. Mas o dragão acabaria por cair. E não terá caído com maior estrondo porque os bracarenses falharam muitas oportunidades na altura do tudo por tudo portista.

Esta conquista não será suficiente para saciar os esfomeados adeptos minhotos. Mas não deixa de ser uma conquista que os enche de orgulho, como fizeram questão de o mostrar ainda no estádio. Merecido.