Tempo de clássico. Tempo de memórias, muitas memórias. Se já se perguntou onde andam certos jogadores que foram apostas falhadas e não conseguiram permanecer na alta roda, deixamos-lhe aqui algumas pistas para essa exploração. São só alguns, podiam ter sido outros, mas estes foram retirados do início da década de 90 até hoje, sempre tendo em consideração o F.C. Porto-Benfica jogado na casa dos dragões.
Veja por onde andam as figuras acidentais:
Vinha: Nascido em Cabo Verde, jogou no Atlético e no Salgueiros, onde conseguiu ganhar destaque suficiente para assinar pelo F.C. Porto. Esteve apenas um ano nas Antas, fez 16 jogos e marcou quatro golos, mas, a partir daí, foi sempre a descer. Voltou ao Salgueiros, esteve no P. Ferreira, Lousada, Imortal e até Tirsense (III Divisão), mas caiu no desemprego e «desapareceu». Hoje é um anónimo empregado na Exponor.
Valdir: «Valdir Bigode» esteve no Benfica em 1997 e regressou ao Brasil, onde representou o Atlético Mineiro, Botafogo, Santos e Vasco da Gama, antes de rumar à Arábia Saudita e ao Al Nasr. Terminou contrato em Junho passado, já com 34 anos, e retornou ao seu país, onde procura clube.
Quinzinho: Desde 1999, passou por Rayo Vallecano, Farense, Aves e Alverca, antes de recuperar a glória na China. O avançado que Robson não gostou de ver dançar junto à bandeira de canto depois de ter marcado um golo mudou de nome, faz-se conhecer por Qiao Ji Mu e, aos 32 anos, marca golos no Xiamen Lanshi.
Martin Pringle: Saiu do Benfica em 1999, passou pelo Charlton e Grimsby Town, em Inglaterra, antes de regressar à Suécia, onde é treinador de futebol... feminino! O ex-avançado, de 35 anos, orienta as meninas do Koparbergs, com relativo sucesso.
Ricardo Rojas: Mourinho massacrou-o quando chegou ao Benfica e a verdade é que o paraguaio nunca foi muito feliz por cá. Depois de deixar a Luz jogou cinco anos a alto nível no River Plate e só esta época se mudou para o mais modesto Belgrano de Córdoba.
Diogo Luís: Foi chamado para Mourinho para os treinos da equipa A do Benfica como um dos «irmãos Metralha», a par de Geraldo e Nuno Abreu. Saiu do clube em 2002 e, desde então, passou por Beira-Mar, Naval 1º de Maio e Estoril, onde se encontra actualmente.
Éder: Lateral de 25 anos contratado pelos encarnados ao Grémio Inhumense, saiu do Benfica em 2002 e representou E. Amadora, Sp. Braga e V. Setúbal, antes de chegar à União de Leiria, onde permanece.
Wozniak: Chamavam-lhe «Popeye», mais pelo super-desenvolvimento do ante-braço do que pelas especiais qualidades de guarda-redes. Depois de ter cumprido sete jogos no F.C. Porto (um deles com o Benfica), ainda passou pelo Sp. Braga e regressou à Polónia, onde ainda representou o Lech Poznan e o Widzew Lodz. Terminou a carreira em 2001 e tornou-se treinador de guarda-redes, primeiro no Pogon e agora no Lech Poznan.
Kandaurov: Saiu do Benfica em 2001 e ainda regressou a Portugal, para uma breve passagem pelo Felgueiras, antes de se fixar definitivamente no seu país natal, a Ucrânia. Aos 34 anos, é o «capitão» do Gelios (II Divisão) e na época passada até era o melhor marcador do campeonato, até que se lesionou nas últimas jornadas.
Ricardo Fernandes: Veio para o F.C. Porto por troca com Clayton mas nem Sporting nem dragões conseguiram tirar proveitos prolongados dos esquerdinos. Ainda passou pela Académica e, aos 28 anos, brilha do campeonato cipriota, ao serviço do Apoel de Nicósia.
Pavlin: Tinha pés-de-veludo, o que agradou aos adeptos, mas nem sempre convenceu os treinadores. Mourinho recuperou-o por momentos, mas quando teve de tomar decisões dispensou-o, porque tinha Deco. Foi jogar para o Chipre, esteve no Ascoli, em Itália, e acabou a carreira no ano passado. É comentador na RTV da Eslovénia.