Nem um saldo amplamente negativo no confronto directo com José Mourinho (apenas uma vitória em 13 jogos) retira o optimismo a Alex Ferguson, com vista ao choque desta quarta-feira, entre o Manchester United e o Inter, em Old Trafford, para a Liga dos Campeões: «Esse dado diz-me que não faço sempre tudo bem, mas não me preocupa nesta ocasião. Quando treinava o Aberdeen, na Escócia, também havia uma equipa que nos ganhava sempre. Até que um dia, jogando sem cinco habituais titulares, lhes ganhámos 5-0 e a história acabou aí. O futebol é estranho», lembrou.

Ferguson voltou a deixar claro o respeito por José Mourinho, mas salientou que os mind games não vão decidir o grande choque dos oitavos-de-final: «Ele tem uma presença magnética, sabe causar sensação na imprensa com afirmações de impacto. É muito bom a fazê-lo, mas a partir do momento em que as equipas entram em campo, o jogo torna-se uma questão de concentração individual. E nesse aspecto confio totalmente nos meus jogadores», frisou.

Por outro lado, Ferguson lembrou a tradicional eficácia das equipas italianas na conquista de resultados: «Eles são óptimos a consegui-lo. Aliás, o Milan é a grande referência do futebol europeu moderno, por todas as conquistas. E esse registo obriga-nos a actuar sempre com a máxima atenção frente a equipas italianas: mesmo que o Inter tenha poucos italianos no onze, o espírito é o mesmo», frisou.

Recordando o jogo da primeira mão, Ferguson voltou a lamentar as oportunidades desperdiçadas pela sua equipa: «Jogámos muito bem na primeira parte, eles entraram melhor depois do intervalo, mas voltámos a ser mais perigosos no fim. Por tudo isto, o 0-0 não é um resultado que nos deixe cem por cento confiantes. No fundo, esta situação repete um pouco a eliminatória com o Barcelona, no ano passado, que vencemos com 1-0 em Old Trafford. E preparámos este jogo tão bem como o de há um ano», concluiu o técnico.