"É um acontecimento triste, coisas que não queremos ver no futebol nem nos estádios. Não faremos comentários sobre este incidente em concreto. Mas mantemos toda a confiança na preparação e no plano integrado [de segurança] entre autoridades públicas e segurança privada. A Taça das Confederações mostrou que funciona", disse à agência AFP o porta-voz da FIFA em Brasília.

O jogo da última jornada do campeonato do Brasil entre o Atlético Paranaense e o Vasco da Gama era considerado de alto risco e, por isso, foi deslocalizado para São José de Joinville, no sul do país, para tentar evitar incidentes.

Aos 17 minutos, quando o Atlético ganhava por 1-0, começaram os confrontos entre adeptos nas bancadas. A situação piorou quando o Vasco da Gama foi goleado (5-1), com os adeptos furiosos por ver o descalabro da equipa do Rio de Janeiro, que assim desceu de divisão.

Imagens e fotografias divulgadas pela televisão e na imprensa mostravam adeptos ensanguentados no chão, ainda a sofrer a fúria de agressores.

As forças da ordem intervieram com atraso, porque "a segurança do jogo era da responsabilidade de um empresa privada contratada pelo Atlético Paranaense", segundo o porta-voz da polícia, Adilson Moreira.

Os incidentes ocorreram a seis meses do pontapé de saída do Mundial de futebol, quando o Brasil dá tudo por tudo para concluir e entregar os estádios à FIFA.