Segundo a dirigente federativa, o caso verificou-se a 29 de fevereiro, pouco antes do início do referido jogo, em Manila, quando desceu aos balneários para verificar as acreditações dos jogadores. «Quando chegou a vez de Ángel Guirado, ele levantou-se junto a mim, vestindo apenas um calçõezitos e não se preocupou em vestir mais nada e tapar-se. Os restantes jogadores soltaram sonoras gargalhadas», contou Ramos.

Mas as queixas de Ramos não se ficam por aqui. Segundo a dirigente, Lexton Moy também passou das marcas. «Pôs-se ao meu lado e disse deve ser do tamanho B. Como era a única mulher no balneário devia estar a referir-se ao tamanho do meu soutien», contou ainda. O selecionador Dan Palami não estava no balneário quando se verificaram as referidas situações mas, num curto comunicado, disse que «o assédio sexual não deve ser tolerado em nenhuma circunstância», embora atribua o incidente ao nervosismo dos jogadores antes do jogo.

«Pela minha experiência pessoal, a tensão e energia nervosa que há nos balneários antes dos jogos traduz-se muitas vezes com brincadeiras de mau gosto e subidas de tom. Alguém que presencie isso pela primeira vez pode vê-lo como falta de respeito. Mas falo apenas da minha experiência pessoal», disse o treinador.

Guirado ainda não se pronunciou sobre o incidente, uma vez que se encontra no Nepal com a seleção filipina para participar num torneio da Confederação Asiática de Futebol. Nascido em Málaga, há 27 anos, Guirado chegou a jogar em clubes como D. Corunha, Levante e Córdoba e, tendo em conta a sua dupla nacionalidade, foi integrado, desde há um ano, na seleção das Filipinas.