O defesa bracarense é opção desde a saída de João Pereira para o Sporting, tendo entrado no onze à condição, dizia-se, mas dando uma resposta positiva, o que levou Domingos a não prescindir dele. O argentino do Benfica dispensa apresentações. Para muitos, incluindo Armando Sá, está a realizar a melhor época desde que chegou a Portugal. Não se adivinha tarefa fácil para Filipe Oliveira, portanto.

«O Di María está em excelente forma. Está, sem dúvida, no melhor momento desde que chegou a Portugal e, com a margem de progressão que tem, tem condições para ser um jogador de topo. Já é um jogador de inegável qualidade, mas acredito que, com o tempo que ainda tem para aprender, poderá crescer ainda mais. Muitas vezes diz-se que é inconstante, mas eu acho que cresce de jogo para jogo», afirma Armando Sá, em conversa com o Maisfutebol.

Qual é então, o segredo para travar Di María? «O Filipe Oliveira não pode deixar de olhar para ele. Mas marcar em cima não é a melhor solução. Com a forma como o Benfica joga, se uma defesa optar por uma marcação individual só estaria a abrir espaços para a entrada de outros jogadores», recorda.

«Como defesa torço pelo Filipe, mas o Benfica...»

A utilização de Filipe Oliveira como lateral direito não faz qualquer espécie de confusão a Armando Sá. Para o, agora, jogador dos iranianos do Sepahan, as raízes estão estabelecidas.

«Já está bem adaptado, já se encaixou. Não é uma solução de recurso. O principal obstáculo dele para este jogo será controlar a ansiedade. Muita vontade às vezes atrapalha. Vai ter de estar tranquilo, porque se o Di María se aperceber que ele está com vontade a mais pode fazer estragos. Estamos a falar de um jogador já com um certo calibre, internacional pelo seu país. Tem outra experiência. Pode aproveitar alguma ingenuidade», antevê.

Mesmo longe, Armando Sá garante não perder pitada do campeonato luso e confessa-se «dividido» na hora de vaticinar um vencedor para o duelo Di María-Filipe Oliveira. «Como defesa torço um bocadinho pelo Filipe Oliveira, mas lembrando o tempo que já joguei no Benfica, claro que o cenário muda um bocado. Não é fácil. O Benfica marcou-me muito», lembra.

Para o campeonato é que parecem não existir grandes dúvidas, apesar de algum cuidado na escolha das palavras correctas: «Fui muito bem tratado em Braga, mas no Benfica estive três anos. Conheço muita gente naquela casa e acho que os adeptos merecem festejar um título.»