A taxa Euribor voltou a subir esta terça-feira a três, seis e doze meses em relação a segunda-feira e, nos dois prazos mais longos, para níveis recorde desde janeiro de 2025 e setembro de 2024, respetivamente.
Com as alterações desta terça-feira, a taxa a três meses, que avançou para 2,178 por cento, continuou abaixo das taxas a seis (2,589 por cento) e a 12 meses (2,929 por cento).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje mais 0,121 pontos, fixando-se nos 2,589 por cento, um novo máximo desde janeiro de 2025.
Dados do Banco de Portugal referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93 por cento do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a doze e a três meses representavam 31,78 por cento e 24,98 por cento, respetivamente. No mesmo sentido, no prazo de doze meses, a taxa Euribor avançou agora para 2,929 por cento, mais 0,189 pontos do que na sessão anterior e um novo máximo desde setembro de 2024.
A Euribor a três meses também subiu, ao ser fixada em 2,178 por cento, mais 0,049 pontos.
A 19 de março, o Banco Central Europeu manteve as taxas diretoras, de novo, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.