O piloto britânico Lewis Hamilton, campeão por sete vezes na Fórmula 1, referiu, à margem dos testes de pré-época no Bahrein, que as novas regras são «ridiculamente complexas» e que nenhum fã do desporto será capaz de «entender».
A indignação do piloto de 41 anos vem na sequência do aumento do nível de gestão de energia exigido pelos novos motores, que têm uma potência dividida quase por 50/50 entre motor de combustão interna e componentes elétricos.
Após a primeira sessão de treinos no Bahrein, esta manhã, ao serviço da Ferrari, Lewis Hamilton mostrou-se descontente com as alterações. «É como se precisássemos de um diploma para perceber aquilo tudo», referiu, citado pela BBC.
Esta alteração fez com que os motores tenham falta de energia na maior parte do tempo, o que faz com que as equipas e os pilotos tenham de maximizar a recuperação de energia que fazem, algo que o inglês parece não concordar.
«Temos de colocar mudanças mais baixas, porque não conseguimos recuperar bateria suficiente. Por não termos bateria suficiente, temos de acelerar bastante os motores. Vamos da segunda mudança para a primeira em pouco tempo só para recuperar um pouco de potência», acrescentou.
Lewis Hamilton não poupou nas críticas e considera que, apesar do carro ser «mais divertido» de conduzir, considera que a velocidade, comparativamente à F2, é inferior.
«É bastante divertido, parece-se muito com rali. Mas acho que estamos mais lentos que a GP” [F2], neste momento, certo? Quer dizer, pelo menos parece…», referiu, ainda.
Na ronda de testes que decorre no Bahrein até domingo (há ainda uma segunda jornada de testes entre os dias 18 e 20), Lewis Hamilton acredita que as condições meteorológicas estão a afetar o desempenho do carro.
«Barcelona não foi assim tão mau», referiu, em alusão aos testes que decorreram à porta fechada em solo espanhol, no início do mês. «Aqui [no Bahrein], há muito vento e muito calor, então é mais difícil encontrar o equilíbrio certo. Acho que estamos todos com dificuldades», concluiu.