Max Verstappen está no centro de todas as atenções da Fórmula 1, com o jornal De Telegraaf a revelar que o tetracampeão mundial está a ponderar o futuro na modalidade, insatisfeito com os atuais regulamentos.
Depois de terminar apenas no oitavo lugar no Grande Prémio do Japão, o piloto da Red Bull não escondeu o desconforto com a atual realidade da competição, admitindo mesmo que está a equacionar uma eventual saída.
«Estou comprometido a 100 por cento e continuo a tentar, mas não é saudável neste momento porque não estou a desfrutar», confessou, em declarações à BBC.
«Penso em tudo dentro deste paddock. Pergunto-me se vale a pena ou se prefiro estar mais tempo em casa com a família e amigos», acrescentou.
Apesar do início de temporada complicado, depois de um sexto lugar na Austrália e um abandono na China, Verstappen garantiu que o problema não é a competitividade.
«Posso aceitar estar em sétimo ou oitavo. Sou realista. Mas quando estás nessas posições e não gostas da forma como tens de correr, não é natural para um piloto», referiu o neerlandês.
Verstappen apontou diretamente às novas regras, sobretudo à gestão de energia dos monolugares, que obriga a constantes variações de ritmo.
«Podes ultrapassar, mas depois não tens bateria para a reta seguinte e és ultrapassado de novo. Não é agradável. É anti-condução», criticou.
As declarações vão ao encontro das informações avançadas pelo De Telegraaf, que dá conta de um crescente descontentamento do piloto, ao ponto de poder reavaliar a sua continuidade nas próximas corridas.
Verstappen, que já conquistou quatro títulos mundiais consecutivos entre 2021 e 2024, admite até outros caminhos no automobilismo.
«Tenho muitos projetos que me apaixonam, como o GT3. Se parar, não quer dizer que vá ficar parado», confidenciou.
Ainda assim, deixa uma porta aberta a mudanças. «Eles sabem o que têm de fazer», atirou, numa referência aos responsáveis da FIA, que deverão discutir ajustes aos regulamentos nas próximas semanas.