Em tempo de arranque da Liga, Maisfutebol faz uma análise de cada equipa. Expectativa, apostas e riscos. Deixe também a sua opinião.
Expectativa
Da última vez que iniciou uma segunda época em Vila do Conde, Carlos Brito quase levava a equipa à Europa. Terminou o campeonato, aliás, com os mesmos pontos do Marítimo, o último apurado para a Taça UEFA. Por isso pode sonhar. O objectivo razoável, porém, é a permanência. Claro.
Veja aqui o calendário e o plantel do Rio Ave
Plantel
É impossível começar a análise ao plantel sem falar de duas perdas: Fábio Coentrão e Yazalde. Chegaram na segunda metade da época e empurraram a equipa para cima até chegar à manutenção. Por isso foram reintegrados no Benfica e no Sp. Braga. Mas há que referir também Miguel Lopes, o lateral que durante grande parte da época foi o jogador que mais profundidade ofensiva deu à equipa. Em contrapartida chegaram Carlos (para substituir o guarda-redes Paiva), Bruno Gama, João Tomás, Ricardo Chaves e Zé Gomes. Bons jogadores, é verdade, mas que à partida não convencem ao ponto de se considerar que o plantel que começa esta época está tão forte como o que terminou a última. Não está. À partida parece mais fraco.
Treinador
A maior vantagem do Rio Ave está no banco. Nenhum treinador conseguiu nos últimos anos tão bons resultados quanto Carlos Brito. Parece um homem destinado ao Rio Ave, que entende o clube como ninguém e faz dele o que nenhum outro fez. Este ano tem até a vantagem de iniciar a época. Das duas últimas vezes que o fez conseguiu um sétimo e um oitavo lugar. Óptimos sinais, claro.
Melhor opção
A contratação de Bruno Gama, a título definitivo, foi um acto de gestão surpreendente. O Rio Ave ganhou um extremo com talento, que realizou uma boa época no V. Setúbal, ainda jovem e que Carlos Brito vai saber valorizar. Desportiva e financeiramente, tem tudo para ser uma aposta de sucesso.
Pior opção
Valdir levanta muitas dúvidas. Sobretudo porque é o único lateral-esquerdo de raiz. Sim, é verdade que há Sílvio (que até se tornou internacional português), mas continua a ser uma adaptação: originalmente é um lateral-direito. Valdir nunca conseguiu afirmar-se num clube da primeira divisão. É no mínimo uma aposta de risco.